Jovem fica 13 dias preso por engano após erro em sobrenome no mandado de prisão O auxiliar de montagem Leonardo Cerqueira de Almeida, preso por engano ao ter os sobrenomes trocados, recebeu ajuda após um colega de cela contar o caso dele para a advogada Déborah Carolina Silva. Segundo a advogada, o colega de cela era cliente dela e passou o número de telefone da mãe de Leonardo para que ela soubesse o nome completo dele e entendesse melhor a história. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp A advogada soube do caso de Leonardo no dia 10 de março. Déborah explicou que, apesar do nome estar trocado no mandado de prisão emitido pela justiça de Minas Gerais, o nome da mãe e o número do CPF não correspondiam às informações do verdadeiro autor do crime, como constava na denúncia. A advogada afirmou que de trata de um erro “inadimissível”. "Era uma prisão em flagrante por conta de drogas, o juiz converteu em preventiva e mandou expedir o mandado. Só que, na hora deles expedir o mandado, já emitiram no nome do meu cliente e não do outro. Quem expediu o mandado lá no cartório foi que expediu errado”, contou. Preso por engano em Goiânia Devido ao erro, Leonardo foi preso em Goiânia por policiais militares na rodoviária da capital, enquanto voltava de Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso, onde estava trabalhando como auxiliar de montagem, para casa dele, em Teodoro Sampaio, em São Paulo. Ele ficou 14 dias na penitenciária de Aparecida, na região metropolitana. Leonardo alegou inocência e avisou os policiais que se tratava de um engano. Segundo a advogada, ele relatou que não lhe permitiram ligar para a família, um direito previsto na Constituição Federal. Ele chegou a passar por audiência de custódia, acompanhado por um defensor público, que não percebeu o erro. Leonardo Cerqueira de Almeida, de 23 anos, foi preso por engano, em Goiânia, ao ter os sobrenomes trocados Reprodução/ TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: QUANDO ACONTECEU: Homem denuncia que foi preso por engano após ordem de sobrenomes ser trocada Jovem preso por engano após ordem de sobrenomes ser trocada chorou ao saber que seria solto: 'ninguém deveria passar o que eu passei lá' VÍDEO: Preso é solto por engano em Uruaçu Em nota, a Defensoria Pública de Goiás afirmou que no mandado constava o nome dele, além dos seus dados pessoais, todos confirmados por ele durante a audiência. Disse também que, como o processo tinha origem em Minas Gerais, somente no juízo de lá poderiam ser questionadas ou identificadas eventuais inconsistências (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). Na audiência, Leonardo informou que nunca tinha ido a Minas Gerais, onde o crime foi praticado. Já na penintenciária, ele reafirmou sua inocência, o que foi alvo de piadas entre os demais presos. "Os presos zombaram, falando que lá todo mundo era inocente, como se eu estivesse mentindo", disse Leonardo, em entrevista à TV Anhanguera. Apenas o colega de cela que contou o caso para a advogada Déborah que acreditou na sua versão. Mãe de preso por engano pensou que fosse golpe A advogada contou que o colega de cela entrou em contato por telefone com a mãe de Leonardo, pois ele tinha o número dela, mas a mãe não acreditou na história. "A mãe estava achando que era um golpe", contou. Para confirmar a veracidade da prisão de Leonardo, a própria advogada ligou para ela, relatando a situação. Ao enviar a foto de Leonardo que constava no processo judicial para a mãe, ela confirmou que se tratava do filho. A advogada comunicou à Justiça de Minas Gerais, que reconheceu o erro e ordenou que Leonardo fosse solto. "Verifica-se a ocorrência de erro material na expedição do mandado de prisão. (...) Impõe-se a imediata correção da irregularidade, a fim de fazer cessar o evidente constrangimento ilegal", determinou a juíza Lorena Frederico Soares, do TJMG. Leia a íntegra da nota da Defensoria Pública "A Defensoria Pública do Estado de Goiás informa que representou Leonardo Cerqueira de Almeida em audiência de custódia relativa a um mandado de prisão expedido pelo TJMG. No mandado constavam o nome do assistido, bem como seus dados pessoais (nome da mãe e documentação), o que foi confirmado por ele naquele ato. Uma vez que o processo tinha origem em Minas Gerais, somente no juízo daquele local poderia ser questionado ou identificadas eventuais inconsistências. Isso porque, nestes casos de cumprimento de mandado de prisão, a audiência de custódia possibilita somente verificar se a ordem foi cumprida de forma regular". Leia a íntegra da nota da Polícia Penal de Goiás "A Polícia Penal de Goiás informa: - A Polícia Penal faz a inclusão das pessoas presas nos sistemas prisionais após a devida identificação civil e/ou criminal feita pela autoridade policial, bem como a realização de audiência de custódia. - A Polícia Penal reforça que os mandados de prisão só são cumpridos quando suas informações estão de acordo com as informações constantes no documento de identificação civil e/ou criminal. - Eventuais erros devem ser corrigidos, e a Polícia Penal atualiza seus procedimentos costumeiramente, de modo a evitar falhas no que cabem como responsabilidade da instituição". Leia a íntegra da nota da Polícia Militar de Goiás "A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que o cumprimento de mandados de prisão é realizado em estrita observância à legislação vigente e aos protocolos operacionais da corporação. No caso citado, a atuação policial baseou-se nas informações constantes no mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, órgão responsável pelo cadastramento dos dados no sistema. Durante a abordagem e a condução, a prioridade da equipe é a segurança da ocorrência. A formalização da prisão e a garantia de comunicação do conduzido com familiares e advogado são asseguradas no momento da apresentação à autoridade policial na delegacia, conforme previsto na legislação. A Polícia Militar de Goiás reafirma que atua dentro dos limites legais e mantém compromisso permanente com a legalidade, a transparência e o respeito aos direitos fundamentais". Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás