O tiro que matou Leandro da Silva Sousa, de 30 anos, durante a operação policial no Rio Comprido interrompeu o sonho dele e de sua mulher Roberta Ferro Hipólito, de 32, de voltarem para o Piauí, seu estado natal e de ter um filho juntos. Roberta já tinha dois filhos adolescentes de outro relacionamento, que vivem com sua família no nordeste. Morte no Morro dos Prazeres: Viúva de homem morto no Morro dos Prazeres diz que bandidos seguraram cachorro para não latir e prometeram se entregar à PM 'Eles entraram já atirando': veja contradições nas versões da família de homem morto no Morro dos Prazeres e da PM O casal juntava dinheiro para voltar a viver junto dos parentes e só depois terem o sonhado filho dos dois Leandro nasceu na cidade de Milton Brandão, onde ainda vivem seus pais. Ele tem irmãos no Rio e em São Paulo. Um deles é gêmeo. Roberta é de Valença do Piauí e está sozinha no Rio. Ela pensa voltar para sua terra assim que resolver o sepultamento do marido. Quando o casal se conheceu, há cerca de três anos, ela morava em Brasília. Os dois começaram a se relacionar pela internet. Ela conta que o marido era um homem muito amoroso e costumava esperá-la na volta do trabalho, perto de casa, para chegarem juntos de mãos dadas. Operação Colmeia: Polícia Militar monitorou a movimentação da quadrilha comandada pelo traficante Jiló durante meses Leandro Silva Sousa, morto durante operação no Morro dos Prazes: bandidos e policiais invadiram a casa em que morava Reprodução / TV Globo —Aqui eu só tinha ele. Estou tendo o apoio da família dele. Até o meu companheiro foi tirado de mim Eu não sei como vai ser a minha vida sem ele. Mas eu sei que lá de cima, de alguma forma ele vai me dar forças. Ele sempre me deu. Ele nunca largou minha mão e não vai ser agora que vai largar -- disse a mulher, que pretende voltar para sua terra assim que conseguir resolver o sepultamento do marido. A intenção é levar o corpo para ser enterrado na cidade natal de Leandro, a pedido dos pais dele. No entanto, a ausência dos documentos, que teriam sido levados após a operação está dificultando a liberação do corpo do Instituto Médico Legal. —A gente queria pelo menos o documento dele pra mandar o corpo para o pai e a mãe se despedirem dele no Piauí, para ele ter um enterro digno na cidade dele Alarme do crime: tráfico tinha campainha instalada em pilar dos Arcos da Lapa para avisar sobre a chegada da polícia Amigos se cotizam para ajudar no translado do corpo Leonardo da Silva Sousa, irmão gêmeo de Leandro, também já morou no Morro dos Prazeres, no Rio Comprido. Mas há nove meses decidiu se mudar para o Jardim Jaqueline, em São Paulo, fugindo da violência carioca. Ele lamentou a perda do irmão. — A gente era unha e carne — disse. Eles eram em 11 irmãos, sendo que agora, com a morte de Leandro e de um já falecido, restaram 9. A maioria se mudou para São Paulo. Leonardo contou que os amigos de pelada do seu irmão, que têm um grupo no Whatsapp, criaram um Pix para receber doações para ajudar no translado do corpo para o Piauí, onde deve ser sepultado a pedido dos pais. Initial plugin text