Da antiguidade aos emojis: por que o coração se tornou o símbolo universal do amor?

Durante séculos, o mundo utilizou uma imagem estilizada do coração para representar a linguagem do amor; no entanto, a relação desse desenho com sentimentos profundos é uma jornada que começou muito antes da era digital. Guerra de pum no BBB 26: quantos gases uma pessoa normal solta por dia? Pode acreditar, a ciência descobriu Terapia não invasiva 'reinicia' o cérebro e reduz o ruído mental; entenda Embora essa figura agora enfeite cartões-presente e inunde as redes sociais, a verdade é que o desenho que a maioria das pessoas conhece pouco se assemelha à anatomia humana. Para entender como esse desenho se tornou o ícone máximo do afeto, precisamos voltar milhares de anos. No Egito Antigo, o coração era representado de uma forma mais próxima da representação anatômica do corpo humano. Para essa civilização, o órgão era o centro da existência, pois acreditavam que nele residiam os pensamentos e sentimentos de uma pessoa. Séculos mais tarde, na Grécia Antiga, o símbolo começou a aparecer na forma que conhecemos hoje. De acordo com um artigo da National Geographic, essa figura era representada em moedas da cidade de Cirene, mas não como uma metáfora para o amor; em vez disso, representava o sílfio, uma planta semelhante ao funcho, cujas folhas e sementes tinham curvas simétricas e uma ponta aguda. Por fim, o desenho continuou a evoluir até que, no final do século XV, se consolidou como elemento decorativo em documentos e marcas registradas, abrindo caminho para sua explosão como símbolo universal do romantismo. Uma das referências mais populares da época era uma coleção de alegorias de Christine de Pizan, conhecida como “As Epístolas de Othea", na qual homens e mulheres ofereciam seus corações a Vênus como representação de seu amor. O coração como linguagem universal Hoje, esse símbolo transcende o papel, a arte e até mesmo a religião para se tornar a peça central da comunicação digital. Com a chegada dos emojis, o coração não só representa um sentimento profundo, como também diversificou seu significado através de cores e formas. O símbolo agora é uma linguagem digital universal Freepik Apesar de a ciência ter desmentido a ideia de que as emoções se originam fisicamente nesse órgão vital, a cultura popular se recusa a abandonar esse ícone. Por isso, sua simetria e simplicidade, além de ser fiel à anatomia humana, a estabeleceram como a única linguagem que não precisa de tradução, independentemente do idioma.