Flávio Bolsonaro defende redução da maioridade penal e castração química para estupradores

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a redução da maioridade penal para 14 anos e a castração química de estupradores durante uma palestra sobre segurança pública realizada nesta quinta-feira. O evento reuniu integrantes do grupo empresarial Lide e foi conduzido pelo Secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, que deverá renunciar ao cargo no governo até amanhã (20). Leia: A caminho do PL, Moro já foi alvo de pedidos de cassação e inelegibilidade pelo partido Veja também: João Campos define chapa com Marília e Humberto ao Senado, e Silvio Costa Filho anuncia candidatura a deputado — A maioridade penal para crimes hediondos tem que ser a partir dos 14 anos de idade. Hoje, um moleque dessa idade sabe exatamente o que está fazendo e quais são as consequências — disse Flávio. — Tem que ter castração química para estuprador. Isso já se mostrou eficaz, por exemplo, em países da Europa onde mais de 90% dos criminosos, depois de passarem pelo procedimento, não reincidem. Na ocasião, o senador também comentou sobre a decisão liminar proferida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. Na determinação, ele suspendeu parte das regras aprovadas pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para a eleição indireta no estado, diante da eventual renuncia do governador Cláudio Castro (PL-RJ). — O plenário (do Supremo) vai decidir sobre essa lei, se ela permanece em vigor ou não. É óbvio que isso nos faz ter que nos reunirmos novamente e pensar quais cenários. Não dá para adiantar nada agora, mas eu conversei com o governador Cláudio Castro hoje pela manhã e ele agora está reunido com algumas lideranças do nosso grupo para analisar os possíveis cenários — afirmou. Escolha por Moro Ainda durante o evento, Flávio afirmou que escolheu apoiar a candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná após ser informado que o governador do estado, Ratinho Junior, será escolhido pelo PSD como o nome do partido à Presidência da República. O ex-ministro da Justiça anunciou nesta quarta-feira que irá se filiar ao PL de Flávio. — O Ratinho é um grande quadro, inegavelmente, com uma boa avaliação, mas cada partido tem direito de lançar seus pré-candidatos. A informação que nós temos é que ele será o candidato pelo PSD, portanto, temos que tomar decisões a partir do posicionamento dele — disse Flávio. — Vamos tocar a vida lá no Paraná. Conversamos com o Sergio Moro e ficou resolvido que ele concorrerá ao governo com o nosso apoio e pelo PL. Já ao ser questionado se a decisão mudaria a escolha do secretário das Cidades, Douglas Ruas, para sair candidato ao governo em outubro, o senador negou a possibilidade. Em conversa com jornalistas, Flávio também comentou sobre o estado de saúde do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e voltou a dizer que a família tem a expectativa de que, após o término da internação, haja a concessão da prisão domiciliar. — Aconteceu algo que a própria defesa já havia avisado, porque essa já foi a sexta internação dele nos últimos meses — disse o senador. — O que se espera com a toda documentação, os laudos apresentados e com a nossa petição requerendo mais uma vez a domiciliar humanitária, eu tenho expectativa de que ele possa, ao menos, estar em casa com o acompanhamento permanente dos familiares.