‘Deus me livre de ser julgada por juiz que não seja imparcial’, diz Cármen Lúcia

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , afirmou nesta quarta-feira, 18, que a população precisa confiar na independência e na imparcialidade dos juízes brasileiros. A declaração ocorreu durante uma palestra no Centro Universitário de Brasília. “Deus me livre de ser julgada por um juiz que não seja independente, imparcial, ético e honesto”, destacou a magistrada. + Leia mais notícias de Política em Oeste A ministra trabalha na elaboração de um código de conduta para seus colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) . O presidente da Corte, Edson Fachin, apresentou a proposta. Cármen Lúcia prepara a minuta do texto, que o tribunal deve discutir depois das eleições presidenciais. Segundo Fachin, a iniciativa busca reforçar a legitimidade do STF e garantir segurança jurídica à sociedade. A proposta, no entanto, encontra resistência dentro da própria Corte, que já rejeitou medidas similares no passado . https://www.youtube.com/watch?v=J9A2G98Tbb4 Durante a palestra, a presidente do TSE também afirmou que deseja ampliar a presença de mulheres no STF. “Há mulheres competentíssimas que podem estar no Supremo, que devem estar no Supremo, no Superior Tribunal e em qualquer lugar”. Ela acrescentou que “a ética da igualdade passa pela participação de todas as pessoas, mulheres e homens, para que a gente tenha um consenso político que seja verdadeiramente democrático”. Cármen Lúcia reage a relato de suposto atentado Cármen Lúcia ainda mencionou ter recebido informações sobre um suposto atentado. Segundo ela, “comunicaram que mandaram uma bomba” para matá-la durante a palestra. “Pior para quem mandar”, reagiu. “Melhor não mandar. Estou no meio de estudantes, todos viram meus advogados em dois minutos. Nem sei se é fato, sei que estão me ligando. E eu estou vivíssima, cada dia mais.” + Leia também: “Uma incógnita no STF” A ministra deixará a presidência do TSE em junho. Kassio Nunes assumirá o cargo e ficará responsável pela condução das eleições gerais de outubro. O post ‘Deus me livre de ser julgada por juiz que não seja imparcial’, diz Cármen Lúcia apareceu primeiro em Revista Oeste .