Seis clubes brasileiros vão conhecer, na noite desta quinta-feira, às 20h (de Brasília), os seus adversários na fase de grupos da Copa Libertadores deste ano. O sorteio que definirá as chaves acontece na sede da Comebol em Luque, no Paraguai. O Brasil está representado na competição por Flamengo, Palmeiras e Fluminense, que estão no pote 1; Cruzeiro e Corinthians, no pote 2; e o estreante Mirassol, que ocupa o pote 4. Nesta fase, não serão possíveis confrontos entre brasileiros. Haveria essa possibilidade caso Botafogo e Bahia avançassem das fases preliminares, o que não aconteceu. Confira os potes: POTE 1: Flamengo, Palmeiras, Fluminense, Boca Juniors, Peñarol, Nacional, LDU e Independiente del Valle. POTE 2: Corinthians, Cruzeiro, Libertad, Estudiantes, Cerro Porteño, Lanús, Bolívar e Universitario. POTE 3: Junior Barranquilla, Universidad Católica, Rosario Central, Santa Fe, Always Ready, Coquimbo Unido, La Guaira e Cusco. POTE 4: Mirassol, Universidad Central, Platense, Independiente Rivadavia, Independiente Medellín, Tolima, Sporting Cristal e Barcelona de Guayaquil. Para entender quais seriam os melhores caminhos para os brasileiros, O GLOBO analisou alguns dos adversários de cada pote que poderiam dificultar a campanha e que, portanto, seriam ideais de evitar. Pote 2 Estudiantes (ARG): Quatro vezes campeão, o Estudiantes vive boa fase na Liga Argentina, apesar da saída de seu técnico, Eduardo Domínguez, para o Atlético Mineiro. Com 18 pontos, a equipe é a vice-líder do seu grupo no Apertura. Na última edição da Libertadores, o time foi eliminado pelo Flamengo nos pênaltis, nas quartas de final. No primeiro jogo, no Maracanã, o rubro-negro venceu por 2 a 1. Na volta, o Estudiantes dominou o confronto e venceu no tempo normal por 1 a 0. Para alívio dos cariocas, o goleiro Rossi brilhou nas penalidades. Lanús (ARG): Carrasco recente dos brasileiros, chega à Libertadores como atual campeão da Copa Sul-Americana. Durante a campanha, eliminou o Fluminense nas quartas de final após vencer o primeiro duelo em casa e empatar o jogo de volta após sair perdendo. Na final, bateu o Atlético Mineiro nos pênaltis. No início deste ano, também conquistou a Recopa sobre o Flamengo, título considerado histórico pelos argentinos. Na ida, venceu por 1 a 0 em La Fortaleza. No Maracanã, silenciou a torcida rubro-negra ao virar o confronto para 3 a 2. Jogadores do Lanús comemorando um dos gols sore o Flamengo, na Recopa Mauro Pimentel / AFP Pote 3 Rosario Central (ARG): A equipe tem um dos principais jogadores desta edição: Ángel Di María. Ídolo da seleção argentina, o craque voltou ao clube que o revelou em 2025 e acumula bons números, além de um título nacional. O clube também conta com jogadores que passaram pelo futebol brasileiro, como Jaminton Campaz (ex-Grêmio) e Gastón Ávila (ex-Fortaleza). Já Alejo Véliz, centroavante titular, deixará o Rosario em junho para reforçar o Bahia. Di Maria em treino pelo Rosário Central Rosário Central Always Ready (BOL): Apesar da ótima campanha no futebol boliviano, liderando o campeonato com 71 pontos em 30 jogos, o principal fator de preocupação é o seu estádio, o Municipal de El Alto, que fica a 4.090 metros acima do nível do mar. Inaugurado em 2017, é o segundo estádio profissional mais alto do mundo. Em 2019, um árbitro faleceu após sofrer uma parada cardíaca durante uma partida no local. Pote 4 Barcelona de Guayaquil (EQU): Clube tradicional no continente, tem histórico de dificultar a vida dos brasileiros em competições sul-americanas. Neste ano, eliminou o Botafogo na terceira fase da Libertadores, vencendo o jogo de volta no estádio Nilton Santos. No ano passado, já havia eliminado o Corinthians na mesma fase. Em 2017, bateu o Palmeiras nos pênaltis em pleno Allianz Parque. Na ocasião, avançou às quartas de final do torneio. Darío Benedetto, jogador conhecido no futebol da América do Sul, é o centroavante da equipe. Gol do Barcelona de Guayaquil contra o Botafogo, pela pré-Libertadores 2026 Marcelo Theobald Independiente Rivadavia (ARG): Assim como o Mirassol, a equipe de Mendoza fará sua estreia na competição. Para chegar à Libertadores, o Rivadavia bateu o River Plate nos pênaltis na final da Copa da Argentina. Nesta temporada, lidera o Grupo B do Apertura. O colombiano Sebastián Villa, ex-Boca Juniors e que já despertou interesse de clubes brasileiros, é o principal jogador da equipe. Para Corinthians, Cruzeiro e Mirassol, que não são cabeças de chave e enfrentarão os clubes do pote 1, é interessante fugir de Boca Juniors, um dos maiores times do continente e que volta à fase de grupos após ser eliminado pelo Alianza Lima na segunda fase no ano passado, e do Independiente del Valle, clube equatoriano que tem um projeto esportivo de sucesso e vem de conquistas da Copa Sul-Americana. Um delas, inclusive, em cima do São Paulo.