Funcionária grávida ofendida com comentários de 'barriga feia' e 'filho com deficiência' chorou no trabalho e ficou abalada

Ex-funcionária grávida ofendida com comentários de "barriga feia" e "filho com deficiência" chorou no trabalho e ficou muito abalada; jovem foi indenizada Reprodução/ TV Anhanguera Uma ex-funcionária grávida ofendida com comentários de "barriga feia" e "filho com deficiência" chorou no trabalho e ficou muito abalada. A empresa foi condenada a pagar mais de R$ 22 mil, valor que engloba danos morais e a rescisão indireta do contrato de trabalho. A jovem foi alvo de assédio moral pelo gerente de uma franquia de fast food em Goiânia nos meses de novembro e dezembro de 2024. A juíza Girlene de Castro Araújo Almeida destacou o impacto emocional sofrido pela gestante e apontou que as falas tornaram o ambiente de trabalho hostil e degradante. "É inegável que tais falas e atitudes possuem potencial para desestabilizá-la emocionalmente, tornando o ambiente de trabalho hostil e degradante, a ponto de levá-la a não desejar retornar ao emprego", afirmou. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em nota, o Burger King destacou que respeita a decisão da Justiça, que será cumprida integralmente. A empresa afirmou ainda que não tolera qualquer tipo de conduta ofensiva ou discriminatória em suas unidades (leia o texto completo abaixo). Pelo assédio moral, os desembargadores da Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT-GO) decidiram na segunda instância que a jovem terá que receber R$ 5 mil. A indenização total, no entanto, será de R$ 22,3 mil, segundo o advogado Igor Matheus Rodrigues de Sousa Rezende, responsável pelo caso. O valor engloba danos morais e a rescisão indireta do contrato de trabalho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Funcionária grávida ofendida com comentários 'barriga feia' e 'filho com deficiência' deve ser indenizada, determina Justiça JUSTA CAUSA: Vigilante demitido após ir a churrasco estando de atestado médico postou foto de som automotivo e escreveu: 'Dia de curtir na casa do sogrão', diz Justiça Funcionária chamada de 'véia' por colega é indenizada por sofrer assédio moral Comentários pejorativos Na decisão, o relator do processo, o desembargador Marcelo Pedra afirmou que o gerente proferiu comentários pejorativos, sobre a gestação, aparência e atestados médicos da empregada. "Prática que degradou o ambiente laboral e atingiu sua dignidade em momento de especial vulnerabilidade", disse o desembargador. Segundo um colega de trabalho que presenciou o gerente dizia que ela era feia e que "a cabeça dela era grande". Em relação ao bebê, além de dizer que a criança nasceria com deficiência, o gerente fazia piadas racistas, dizendo que o filho nasceria branco, sendo que o pai é negro. Decisão importante Para o advogado Igor Matheus, a decisão é importante para que os empregadores tenham consciência de que não deve haver humilhações em ambiente de trabalho. "Uma gestante já está passando por um momento especial da vida. Ela vai para o seu trabalho, para oferecer a sua mão de obra, e é humilhada. Isso fere a dignidade dela como uma pessoa humana", afirmou. Segundo Igor, o processo transitou em julgado na terça-feira (18) e, em breve, a ex-funcionária receberá a indenização. Nota O Burger King informa que respeita a decisão da Justiça e que cumprirá integralmente o que foi determinado pelo juízo. A companhia reitera que não tolera qualquer tipo de conduta ofensiva ou discriminatória em suas unidades e reafirma seu compromisso com um ambiente de trabalho pautado pelo respeito e pela ética. Medidas internas de treinamento e conscientização são reforçadas continuamente para garantir o cumprimento de nossos valores e normas de conduta. Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás