Fê Palermo, do Palmeiras, critica contratação de Cuca pelo Santos: 'Não sejam coniventes'

A lateral Fê Palermo, do Palmeiras, se pronunciou por meio das redes sociais para criticar a chegada de Cuca ao comando do Santos. O treinador foi anunciado no cargo nesta quinta-feira (19), após a demissão de Juan Pablo Vojvoda. — A gente simplesmente esquece o que o ser humano fez como cidadão, pelo simples fato de ser ou ter sido um jogador super habilidoso, ter feito muito pelo nosso país/clube... Estou incluindo o Robinho, Dianiel Alves, Cuca, Bruno, entre outros — publicou a lateral. — Parem e assumam nosso papel como sociedade. A lógica é muito simples: não cometam crimes. Não abusem do seu poder hierárquico! E mais simples ainda, se não sabemos a verdade, mas teve acusações, não contratem! Não sejam coniventes. Existem mais técnicos que nunca estiveram envolvidos com esses tipos de acusações — completou em outro trecho da publicação. A insatisfação se dá pelo envolvimento do treinador com um caso de estupro de uma menor de idade, 1987, quando atuava pelo Grêmio. Em excursão para Berna, na Suíça, ele e outros jogadores da foram acusados de violentar sexualmente uma menina de 13 anos. Foi condenado dois anos depois, mas não cumpriu pena pois estava no Brasil. Em 2023, por conta de questões processuais, a condenação foi anulada (o que não implica em absolvição). Na publicação, a jogadora cita também os casos de Daniel Alves e Robinho, ambos condenados por estupro; do goleiro Bruno, condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio, com quem teve um filho; e de Kleiton Lima, ex-treinador do time feminino do Santos, denunciado por diversas jogadoras por assédio moral e sexual em 2024 - no que a jogadora descreveu como "ciclo sem fim". Além de criticar a contratação de Cuca, Fê Palermo cobrou uma mudança de postura no futebol, destacando o caráter de formação do esporte. Relembrou ainda o impacto que a equipe feminina do Corinthians causou quando o mesmo treinador foi contratado, em 2023. Na ocasião, as jogadoras publicaram um posicionamento conjunto, que foi aderido por Arthur Elias, então técnico da equipe (atualmente na seleção feminina). A pressão do movimento fez com que Cuca deixasse o cargo após dois jogos. Initial plugin text