O pouso de emergência de um caça F-35 dos Estados Unidos após uma missão no Irã, ao ser danificado no que seria uma resposta do sistema de defesa do país persa, chamou a atenção por ser um dos equipamentos mais avançados do país. Uma das características é sua capacidade de fugir de radares. Até o momento, o governo de Donald Trump confirmou apenas o pouso de emergência em uma base norte-americana no Oriente Médio, sem falar sobre se o equipamento atingido. A Guarda Revolucionária do Irã afirma ter danificado o equipamento, o que seria um feito histórico durante combates. Em meio a conflito: Caça dos EUA teria sido danificado por defesas aéreas do Irã, afirma TV; aeronave fez pouso de emergência 'Santo graal' do combate aéreo: F-35 dos EUA mobilizados no Irã têm IA avançada durante conflito; entenda Segundo caça de quinta geração a integrar a Força Aérea dos EUA, o F-35 é uma das mais avançadas armas de combate do país, capaz de atingir Mach 1.6 (1,6 vezes a velocidade do som), de realizar ataques de precisão e de burlar sistemas de monitoramento. O F-35 é considerado o caça multifuncional mais avançado em operação no mundo. De quinta geração, o modelo combina tecnologia stealth, que reduz sua detecção por radares, com sensores capazes de coletar e integrar dados em tempo real, compartilhando informações com outras unidades militares. Initial plugin text A aeronave alcança velocidade de 1.953 km/h e pode transportar diversos tipos de armamento em compartimentos internos e externos. Segundo o New York Times, a versão F-35A possui inclusive capacidade para lançar a ogiva nuclear B61, de cerca de 320 kg. A versatilidade do caça permite missões ar-ar, ar-terra, de reconhecimento e vigilância, o que o torna peça central tanto em ataques de precisão quanto em operações de inteligência. Mais perigoso que um caça? Conheça o drone dos EUA que promete ser mais letal (e barato) que o F-35 No início deste mês, o Pentágono falou sobre os avanços tecnológicos empregados nessa aeronave, que passou por testes com um novo sistema de inteligência artificial integrado ao seu sistema de identificação de combate. Segundo a fabricante Lockheed Martin, o objetivo é reduzir o tempo entre detectar sinais suspeitos no espectro eletromagnético e classificá-los ainda durante o voo. Em cenários de guerra eletrônica — como os que marcam o atual conflito envolvendo o Irã — radares e sistemas de defesa aérea podem alterar frequências e padrões para dificultar a identificação. F-35 testa IA do Project Overwatch para identificar emissores e agilizar atualizações de guerra eletrônica em voo, segundo a Lockheed Martin Reprodução As aeronaves do model F-35 foram usadas em ações dos Estados Unidos recentemente, como ao ataque às instalações nucleares iranianas, após Israel iniciar um conflito com o país persa, e em janeiro ajudaram a eliminar sistemas de defesa na Venezuela durante a ofensiva que terminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro. No começo da guerra do Irã, que teve início após Estados Unidos e Israel atacarem o país persa, três caças F-15E foram abatidos em combate. Ao que tudo indica por um incidente de fogo amigo de um F/A-18 do Kuwait.