A presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado informou, nesta quinta-feira, 19, que vai recorrer da decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen . A instituição financeira é responsável pela compra de parte do resort ligado ao também ministro Dias Toffoli, no interior do Paraná. Em nota, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES) , disse que o recurso será protocolado “de forma imediata” para “restabelecer a autoridade do Poder Legislativo e assegurar o pleno funcionamento” da comissão. Contarato classificou a decisão de Gilmar como “interferência grave nas prerrogativas constitucionais do Poder Legislativo” e afirmou que a medida prejudica o andamento das investigações. De acordo com o senador, o respeito às decisões judiciais não pode se confundir com "concordância passiva" diante de atos que afrontam a Constituição e "limitam o dever desta Comissão de apurar fatos de inequívoco interesse público". A presidência da CPI também afirmou que não aceitará tentativas de obstrução. “Seguiremos atuando com independência, firmeza e rigor para esclarecer os fatos”, disse Contarato. “Garantir à sociedade as respostas que ela exige.” Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, durante entrevista para a Agência Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil CPI aponta "interferências" nos trabalhos Na decisão que derrubou a quebra de sigilo, Gilmar Mendes afirmou que medidas desse tipo exigem análise individualizada e fundamentada. Segundo o ministro, “diante da gravidade” da medida, a Constituição impõe debate e deliberação motivada, o que impede aprovações em bloco ou de forma simbólica. Em fevereiro, o ministro já havia suspendido a quebra de sigilos da empresa Maridt . À época, a CPI havia determinado o acesso a dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos. Dias Toffoli era sócio oculto da Maridt, formalmente administrada por seus irmãos. A empresa detinha 33% do Tayayá Resort, participação que foi vendida ao fundo Arleen, ligado ao pastor Fabiano Zettel, apontado como cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master. + Leia mais notícias de Política em Oeste O post CPI deve recorrer contra decisão de Gilmar que anulou quebra de sigilo de fundo ligado a Toffoli apareceu primeiro em Revista Oeste .