Juíza libera acesso a conteúdo de notebook de Leniel Borel a quatro dias do júri que julgará mãe e padrasto por morte de criança em 2021

O júri do Caso Henry Borel está marcado para começar às 9h da próxima segunda-feira, após cinco anos do crime. Na tarde desta quinta-feira, ocorreu uma audiência com os advogados de defesa e acusação, assim como os jurados, para explicar como funcionará o julgamento. O clima do encontro, como apurou o GLOBO, foi de tensão entre os envolvidos, principalmente quando se discutiu o acesso ao conteúdo do notebook de Leniel Borel, pai da vítima, apreendido durante a investigação. Inicialmente, a juíza Elizabeth Machado Louro, à frente do júri, havia negado o acesso ao conteúdo, mas acabou voltando atrás e autorizando a expedição de um ofício para os interessados. 'Eles entraram já atirando': veja contradições entre as versões da família de morador morto no Morro dos Prazeres e da PM Caso Henry: defesa de Jairinho tenta anular laudos de necrópsia e denuncia médico legista à Corregedoria e CRM Tanto a defesa quanto a acusação poderão consultar o conteúdo do notebook, extraído por equipes do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil. Na decisão, ficou acordado que "as partes poderão livremente exibir o conteúdo do equipamento de que se trata e que, caso absolutamente impossível a extração dos dados, a ser informado pelo ICCE, o julgamento terá seu curso regular". O pedido de acesso ao material foi feito pela defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, acusado de matar o enteado Henry Borel, e reforçado por James Walker, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB/RJ. Na audiência desta quinta, ele chegou a pedir o adiamento do júri por pelo menos 30 dias para que a análise do material fosse feita, situação negada pela juíza. Todos concordaram que a nulidade, se necessária, será analisada no início da sessão, na segunda. Outras decisões para o júri Cada acusado poderá ter presente no plenário até cinco advogados cada As testemunhas não poderão emitir opiniões em redes públicas ou dar entrevistas até o final do julgamento Aquelas que decidirem ficar em plenária terão os celulares acautelados e ficarão incomunicáveis, assim como os jurados Os depoimentos das testemunhas não serão transmitidos no YouTube para garantir a incomunicabilidade delas O tempo de debates será de 3 horas para a acusação e 3 horas para as defesas compartilharem A babá Thayná Oliveira Ferreira, investigada por falso testemunho, deverá ser intimada para depor, mas não será obrigada a participar exatamente por aparecer em processo conexo