Gasolina sobe R$ 0,19 em apenas uma semana em Rondônia

Preço da gasolina Marcello Casal Jr./Agência Brasil O preço da gasolina em Rondônia subiu R$ 0,19 por litro, uma alta de 2,7%, em apenas uma semana, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O aumento acontece em meio à guerra no Oriente Médio, que tem feito o preço do petróleo subir no mundo. De acordo com o levantamento, o valor médio era de R$ 6,97 na semana de 1º a 7 de março e passou para R$ 7,16 entre os dias 8 e 14 de março. A mudança foi registrada em um intervalo de sete dias. ➡️ O levantamento da ANP é feito toda semana, com base em pesquisas de preços em postos de combustíveis, mostrando a média cobrada dos consumidores. Entre os municípios pesquisados, Vilhena apresentou o maior preço médio, com o litro da gasolina a R$ 7,38. Em seguida aparecem Porto Velho, com R$ 6,69, e Pimenta Bueno, com R$ 6,64. Petróleo em alta Governo federal propõe aos estados zerar o ICMS sobre a importação de diesel A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz já prejudicam o bolso do brasileiro. O centro do problema está no preço do barril de petróleo, que chegou a US$ 115 nesta quinta-feira (19), reforçando o aumento de preços de combustíveis e energia. Em uma semana, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu mais de 11%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Passou de R$ 6,08 para R$ 6,80. O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, essa pressão sobre a inflação brasileira pode começar a aparecer em cerca de um mês, a depender da intensidade do conflito e de quanto pode durar o fechamento do Estreito de Ormuz. O economista Fábio Romão, sócio da Logos Economia, afirma que os aumentos indiretos causados pela alta do diesel podem elevar a inflação em 0,11 ponto percentual em 2026. “O primeiro impacto, mais imediato, será o aumento do próprio diesel, já neste mês. Entre os efeitos indiretos, o aumento será espraiado ao longo dos próximos seis meses”, diz Romão. Outro fator que pressiona os preços é o dólar, que chegou à casa dos R$ 5,26, uma alta de 2,5% desde o início do conflito. Em momentos de tensão geopolítica, investidores tendem a buscar proteção em ativos considerados mais seguros, como a moeda americana. Isso aumenta a demanda pelo dólar e faz a cotação subir. Um dólar mais caro encarece produtos importados e também aqueles que, embora produzidos no Brasil, têm preços definidos no mercado internacional — como combustíveis e diversas commodities. Além disso, muitos insumos usados pela indústria são cotados em dólar. Com a alta da moeda, esses custos das empresas sobem e acabam sendo repassados ao consumidor final, pressionando ainda mais a inflação. LEIA MAIS: Petróleo em alta encarece diesel e gasolina; veja como guerra pesa no bolso do brasileiro