Trump avalia que políticas de deportações foram longe demais e quer mudar abordagem, diz jornal

Governo Trump anuncia retirada de agentes do ICE de Minnesota O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relatou a membros do governo que algumas políticas de deportações foram longe demais e que é necessário mudar a abordagem do governo. As informações foram reveladas pelo Wall Street Journal nesta quinta-feira (19). De acordo com o jornal, Trump passou a considerar que algumas ações geraram reação negativa e que o termo “deportação em massa” não agrada eleitores. Em conversas com assessores e com a primeira-dama, Melania Trump, o presidente defendeu dar mais foco à prisão de “criminosos” e reduzir operações amplas que geram caos em cidades, ainda segundo o WSJ. “Temos que focar nos criminosos”, disse o presidente a assessores, de acordo com o WSJ. A mudança, diz o jornal, é impulsionada pela chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles. Ela avalia que o tema, um dos principais da campanha, virou um problema político antes das eleições de meio de mandato. Segundo o Wall Street Journal, a orientação é alterar tanto o discurso quanto a prática das ações de imigração. O redirecionamento tem sido conduzido por Tom Homan, responsável pela política de fronteiras, que defende priorizar prisões de imigrantes com antecedentes criminais. A mudança de estratégia ocorre após a morte de dois cidadãos americanos durante ações no estado de Minnesota, episódio que gerou forte repercussão negativa. Ainda segundo o WSJ, o governo suspendeu, por ora, operações de grande visibilidade em cidades como Chicago, Washington e Minneapolis, embora novas ações não estejam descartadas. A mudança na postura já refletiu no número de prisões de imigrantes, que caiu para cerca de 1.200 por dia, ante mais de 1.500 durante operações recentes, segundo o jornal. Integrantes do governo afirmam que a estratégia geral não mudou. “A maior prioridade sempre foi deportar imigrantes ilegais criminosos”, disse a porta-voz Abigail Jackson ao Wall Street Journal. Trump em evento na Casa Branca em 16 de março de 2026 Jonathan Ernst/Reuters