Em sua clássica obra de crítica de mídia, “The image”, o historiador americano Daniel Boorstin propõe uma distinção entre dois tipos de notícia: a que trata de eventos e a que trata de pseudoeventos. Um evento é uma realidade que se impõe, é notícia porque é real e importante. A atual guerra do Irã é um óbvio evento. O pseudoevento ganha relevância apenas porque virou notícia. No jargão da área, notícias sobre eventos são apuradas (por repórteres) e notícias sobre pseudoeventos são “plantadas” (por assessores ou relações-públicas). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.