Lollapalooza começa em SP, com Chappell Roan, Sabrina Carpenter e Tyler, the Creator no line-up; veja programação

No país desde 2012, o Lollapalooza está pronto para mais uma vez aquecer os motores no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. Entre sexta (20) e domingo (22), o evento com mais de 70 atrações — divididas em quatro palcos — recebe grandes nomes do pop, do rock, do rap e da música eletrônica. Na sexta, muitos olhos vão estar voltados para Sabrina Carpenter, que volta ao país três anos após marcar presença em São Paulo e no Rio como show de abertura para “The Eras Tour”, de Taylor Swift. Agora, porém, Carpenter desembarca aqui muito mais poderosa, munida de hits como “Espresso”, “Manchild” e “Please, please, please”. Nos últimos dois anos, ela recebeu 12 indicações ao Grammy, de revelação a álbum do ano, com o celebrado “Short n’ Sweet”, que deve ter parte de seus sucessos tocados ao vivo no Lolla. Lollapalooza 2026: Sabrina Carpenter retorna ao Brasil após fazer show de abertura para Taylor Swift Nina Westervelt/The New York Times Mas o evento não fica restrito ao pop de Sabrina. Antes dela, marca presença em Interlagos o metal alternativo dos Deftones, da Califórnia, e mais a rapper Doechii, da Flórida, que promete um show inédito. Se repetir, porém, alguma de suas façanhas exibidas no Lollapalooza Chile, realizado semana passada, a rapper deve incluir trechos de funk na apresentação que deve (como esperam os fãs) conter músicas de sua mixtape “Alligator bites never heal”, premiada com um Grammy como melhor álbum de rap. Negra Li: resistência A paulistana Negra Li também prepara uma apresentação inédita para o festival. Ela faz sua estreia em show solo no festival às 14h45, no Palco Budweiser. — São 30 anos de carreira. Este show tem um pouco de tudo que vivi, das fases mais difíceis até as conquistas. Sinto que não é sobre sucesso, é sobre ter resistido até aqui — afirma ao GLOBO. — Será um show inédito. Festival é o lugar onde a gente consegue levar uma estrutura grande, pensar cada detalhe e transformar o palco em uma experiência de verdade. Tem dança, bailarinos, backing vocal, histórias sendo contadas em vídeos. E tudo muito bem amarrado. Negra Li celebra 30 anos de carreira com show no Lollapalooza 2026 Maria Isabel Oliveira No sábado, o Lolla tem o hip-hop de Cypress Hill e a performática Chappell Roan, mais focada no pop. Basta ouvir o maior sucesso da moça, chamado “Good luck, babe!”, lançado há dois anos e que acumula dois bilhões de “plays” no Spotify, para entender a força da jovem de 28 anos. A faixa fala sobre se relacionar afetivamente com uma pessoa LGBTQIA+ que não consegue se aceitar. “É uma coisa comum na comunidade queer”, disse a artista, assumidamente lésbica, na época do lançamento da faixa. Cypress Hill se apresenta no Lollapalooza 2026 no sábado (21) Rodrigo Oropeza/AFP No domingo, o festival traz um show de Lorde, que alcançou sucesso com o álbum “Pure heroine” (2013), quando tinha apenas 17 anos. Foi da gravação que saiu o hit “Royals”, ouvido mais de um bilhão de vezes no YouTube. Ao Lolla, ela traz ainda sucessos de outros trabalhos, como “Melodrama” (2017) e “Virgin”, do ano passado. O encerramento do festival fica a cargo do rapper americano Tyler, The Creator, que deve apresentar canções do álbum “Chromakopia” (2024) e de “Don’t tap the glass” (2025). O primeiro deles, mais introspectivo, fala de questões emocionais de Tyler, enquanto o segundo é uma ode à música negra. Tyler, The Creator: o americano encerra o Lollapalooza 2026 no domingo (22) PATRICK T. FALLON/AFP Horas antes de Lorde e Tyler dominarem Interlagos, o domingo começa com a DJ Flávia Durante, figura conhecida na noite paulistana, que abre o dia nas pickups do Palco Perry’s by Fiat. Lá, ela promete misturar ritmos latinos, sons puramente brasileiros e outras referências que tem pesquisado no Oriente Médio: — A música da América Latina e do Oriente Médio se conecta, vou levar todo mundo junto para a mesma apresentação. Devo tocar de Gaby Amarantos, passando por Anitta, que não pode faltar, à DJ Habibeats (de origem palestina-americana). Solta o som Com mais de uma década de atividade em São Paulo, o festival está consolidado na categoria de megafestivais no Brasil. São atrações com mais de 80 mil pessoas de público (o que é o caso do Lolla e do The Town). Mas eles são minoria. No ano passado, responderam por 8% do total de festivais no país. Todo o restante é de atrações de porte menor, mostra um levantamento do Panorama Mapa dos Festivais. A maior parte das atrações (56%) é de eventos menores, para até 15 mil pessoas. Este setor, indica o levantamento, segue aquecido. Foram 200 festivais realizados no Brasil ao longo de todo o ano passado. — O festival é a força motriz da música — diz Juli Baldi, fundadora da plataforma Mapa dos Festivais. — Agora, após seis anos da pandemia, percebemos que o setor está estabelecido. A diferença de atividades de 2024 para 2025 foi de apenas 1%. Vivemos um momento de estabilidade. Veja a programação completa do Lollapalooza 2026 SEXTA Palco Budweiser 12h45: Stefanie 14h45: Negra Li 16h55: Blood Orange 19h05: Doechii 21h30: Sabrina Carpenter Palco Samsung Galaxy 12h: 89 FM 13h40: Terraplana 15h50: Viagra Boys 18h: Interpol 20h10: Deftones Palco Flying Fish 12h45: Worst 14h45: Scalene 16h55: Ruel 19h05: Men I Trust 21h30: Edson Gomes SÁBADO Palco Budweiser 12h45: Jadsa 14h45: Agnes Nunes 16h55: Marina 19h05: Lewis Capaldi 21h30: Chappell Roan Palco Samsung Galaxy 12h: Hurricanes 13h40: Varanda 15h50: Foto em Grupo 18h: Cypress Hill 20h10: Skrillex Palco Flying Fish 12h45: Artur Menezes 14h45: Cidade Dormitório 16h55: The Warning 19h05: TV Girl 21h30: Riize DOMINGO Palco Budweiser 12h45: Papisa 14h45: Mundo Livre S/A 16h55: Djo 19h05: Turnstile 21h30: Tyler, The Creator Palco Samsung Galaxy 12h: Jonabug 13h40: Nina Maia 15h50: Royel Otis 18h: Addison Rae 20h10: Lorde Palco Flying Fish 12h45: Papangu 14h45: Balu Brigada 16h55: Oruã 19h05: FBC 21h30: Katseye