Casal de Rorainópolis foi queimado após ter sido assassinado, segundo Polícia Civil

Advogado e mais seis suspeitos são alvos de operação por morte de casal carbonizado em RR O casal Edgar Silva Pereira, de 60 anos, e Rossana de Lima e Silva, de 49, foi queimado após ser morto em Rorainópolis, no Sul de Roraima. A informação consta em trecho da investigação da Polícia Civil que embasou a Operação Insídia, deflagrada nesta quinta-feira (19) contra sete investigados. A investigação conduzida pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH) cita que os laudos indicaram que os corpos foram carbonizados somente após a morte como tentativa de eliminar vestígios. "Os laudos necroscópicos [...] e [...] indicam que a carbonização ocorreu post mortem, visando a destruição de vestígios", cita trecho da ordem judicial que autorizou as buscas contra os suspeitos. São investigados o advogado trabalhista Paulo Sérgio de Souza; o empresário Werley Gomes de Oliveira, dono de uma loja de materiais de construção em Rorainópolis; além de Francisca Sousa do Nascimento, Antonio de Medeiros Chaves Filho, Lauro Augusto do Nascimento, Gebson Brito de Oliveira e Ualace de Souza. O g1 solicitou posicionamento do advogado e do empresário investigados, mas não recebeu resposta até a a última atualização. A reportagem também tenta localizar a defesa dos demais citados. Casal Edgar Silva Pereira, de 60 anos, conhecido como 'Mãozinha', e a esposa Rossana de Lima e Silva, de 49 Arquivo pessoal A DGH apura os crimes de duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Edgar e Rossana. O Casal desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 e foi encontrado carbonizado no dia seguinte. Eles estavam na própria caminhonete, também queimada. As vítimas, segundo a polícia, "operavam um esquema de agiotagem e possuíam relações conflituosas" com os investigados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Operação Insídia Chamada de Operação Insídia, a ação é da Polícia Civil com Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), autorizada pelo juiz Anastácio Carvalho Dutra Filho, da Vara Criminal de Rorainópolis, onde o casal foi assassinado. A Justiça autorizou o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Boa Vista e Rorainópolis, com apreensão de eletrônicos, armas, dinheiro, documentos e veículos de origem ilícita. Advogado Paulo Sérgio de Souza é um dos investigados na operação do Gaeco e Polícia Civil Reprodução/Instagram Determinou ainda buscas em locais próximos identificados durante a operação, a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos apreendidos, com acesso a mensagens, e-mails, fotos e localização desde janeiro de 2024, e autorizou o compartilhamento das provas com órgãos de investigação. A ideia é ampliar as investigações sobre o caso e entender toda a dinâmica do crime. A investigação começou após o desaparecimento do casal, em 17 de dezembro de 2025. Carro foi encontrado carbonizado na vicinal 31, em Rorainópolis Arquivo pessoal Inicialmente, o caso era apurado pela delegacia de Rorainópolis, mas "em razão da gravidade e da complexidade do crime", a investigação passou a ser conduzida pela DGH, em Boa Vista. Na época do desaparecimento, familiares informaram à polícia que o casal saiu para resolver um assunto rápido, deixou os filhos em casa e não voltou mais. LEIA TAMBÉM: Casal desaparece e carro é encontrado queimado em Rorainópolis, no Sul de Roraima Agentes cumprem mandado em escritório de advocacia no Centro de Boa Vista. Ailton Alves/Rede Amazônica Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.