A agenda de diversidade atravessa um momento de inflexão global. Depois de anos de expansão de compromissos públicos, metas e relatórios detalhados, parte do mercado passou a rever investimentos e reduzir a visibilidade de programas de DE&I (diversidade, equidade e inclusão), pressionada por ciclos econômicos mais restritivos e por um debate mais polarizado sobre o "G" ("governança") do ESG. Esse movimento, no entanto, não elimina o desafio estrutural. O relatório 'Women in the Workplace', da McKinsey, mostra que mulheres ocupam apenas 29% dos cargos de alta liderança no mundo. No Brasil, dados do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) indicam que a presença feminina em conselhos de administração ainda está abaixo de 20%. O avanço existe, mas permanece lento diante da representatividade feminina na população e na base das organizações. Ao mesmo tempo, setores intensivos em conhecimento, como tecnologia e serviços, enfrentam escassez de profissionais qualificados. No Brasil, estima-se que haverá um déficit superior a 500 mil profissionais de tecnologia nos próximos anos. Leia mais (03/20/2026 - 08h00)