Estudantes de Geofísica encontram embarcações naufragadas no Rio Tapajós Duas embarcações naufragadas no Rio Tapajós foram descobertas por estudantes do curso de Geofísica da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) durante uma atividade de campo, no trecho entre Santarém e Belterra, entre os dias 9 e 13 de março. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Durante a expedição, foram coletados dados geofísicos com o uso de equipamentos como o sistema de sísmica de alta resolução, cedido pela Universidade de Brasília (UnB), além de tecnologias de batimetria multifeixe e sonar de varredura lateral. Com cerca de oito horas diárias de navegação, os pesquisadores levantaram informações sobre a profundidade do rio e o relevo submerso. Os dados também permitirão a criação de modelos em 3D da área estudada e a análise do subsolo. A análise preliminar identificou depressões no leito do rio, possíveis indícios de gás, afloramentos rochosos e.as duas embarcações naufragadas. Segundo os pesquisadores, as estruturas correspondem à balsa Rainha Ester e ao seu empurrador que naufragaram em novembro de 2024, após um vendaval. Equipamento sísmico usado em atividade de campo de estudantes de Geofísica da Ufopa Acervo do curso As imagens permitiram localizar com precisão as embarcações. O empurrador foi identificado a cerca de 4 km da praia do Cajutuba, enquanto a balsa, com aproximadamente 45 metros de comprimento, foi encontrada na região da praia do Pindobal. A atividade teve como objetivo complementar a formação prática dos estudantes, além de contribuir para estudos ambientais, geológicos e de segurança da navegação. A ação também dá continuidade a levantamentos realizados em 2023, em parceria com instituições nacionais e internacionais. De acordo com a professora Cintia Rocha da Trindade, atividades de campo como essa são fundamentais para a formação prática na graduação. “As experiências adquiridas permitem que os estudantes desenvolvam habilidades técnicas e operacionais essenciais, especialmente em uma área como Geofísica Aquática que emprega cerca de 50% dos geofísicos formados”, disse. A expedição contou com a participação de estudantes de Geofísica e Geologia, além de professores e pesquisadores da Ufopa e da UnB. Segundo os coordenadores, a experiência alia aprendizado prático ao avanço científico sobre a dinâmica do Rio Tapajós. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região