Além do Ozempic, veja quais canetas emagrecedoras já perderam a patente e quando as próximas vão cair

O período de vigência da patente da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy, indicados para diabetes e obesidade e desenvolvidos pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk, chega ao fim. Com isso, após um prazo de 20 anos em que a farmacêutica teve exclusividade para comercializar a substância no Brasil, outras empresas agora podem criar suas próprias versões. Novo estudo alerta: bactéria resistente a medicamentos se espalha fora do ambiente hospitalar em SP Como tomar creatina corretamente para ganhar massa muscular? (Não em dias alternados e não misturada com outra substância) Essas versões também precisam ser submetidas à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que analisa os dados de qualidade, segurança e eficácia e comprova se elas de fato são equivalentes à semaglutida original. No ano passado, o Ministério da Saúde pediu à agência que priorizasse a análise das versões nacionais. A semaglutida faz parte da classe de medicamentos chamada de análogos de GLP-1, que simulam esse hormônio no corpo e têm revolucionado o tratamento da obesidade. Existem receptores de GLP-1 em diversas partes do corpo: no pâncreas, por exemplo, essa interação aumenta a produção de insulina. Já no estômago, o GLP-1 reduz a velocidade da digestão da comida e, no cérebro, ativa a sensação de saciedade. Esses mecanismos levam a pessoa a sentir menos fome e, consequentemente, reduzir as calorias ingeridas por dia. Ozempic: semaglutida reduz os sintomas de ansiedade e depressão, mostra novo estudo Além da patente da semaglutida, a licença da primeira molécula dessa classe que demonstrou um efeito significativo para perda de peso, da liraglutida, também já chegou ao fim, em março de 2025. A substância é o princípio ativo do Saxenda e também foi desenvolvida pela Novo Nordisk. Com isso, no ano passado, a farmacêutica brasileira EMS lançou a primeira versão nacional do remédio, o Olire. Agora, a expectativa se volta ao Mounjaro, da Eli Lilly, cujo princípio ativo, a tirzepatida, representa uma nova geração dos análogos de GLP-1 que tem o diferencial de ser um duplo agonista, simulando também um outro hormônio intestinal chamado GIP. A patente do Mounjaro, porém, termina apenas em junho de 2036 no Brasil. Exclusividade do Ozempic acaba: veja de quem foi a decisão final pelo fim da patente Veja as datas do fim das patentes das canetas emagrecedoras Liraglutida (Saxenda): março de 2025 Semaglutida (Wegovy e Ozempic): março de 2026 Tirzepatida (Mounjaro): junho de 2036