Mais do que um mergulho nostálgico, o livro “1985 — O ano que repaginou a música brasileira” propõe uma releitura crítica de um dos períodos mais marcantes da produção musical no país. Neste sábado (21), às 15h, a Belle Époque Discos e Livros, na Rua Soares, no Méier, recebe autores da obra para um debate sobre os discos lançados naquele ano, o contexto político e social da época e os reflexos que permanecem na MPB. Fechada quatro dias depois: Artista compra banca de jornal em Ipanema para fazer eventos culturais, é obrigada a mudar de ponto e estrutura acaba recolhida pela prefeitura De orientação jurídica a plantão psicológico especial: UVA oferece serviços gratuitos para mulheres Organizado por Célio Albuquerque e lançado pela Garota FM Books, o livro tem 432 páginas e reúne textos sobre álbuns lançados em 1985, além de reflexões sobre a redemocratização do país, o impacto do Rock in Rio e a diversidade de estilos que marcaram aquele período. Para o organizador, o ano vai muito além de um recorte nostálgico: — Só o contexto da redemocratização e o impacto do Rock in Rio já tornariam 1985 um ano único. Mas ele é mais do que isso. A música fervilhava. Além do fortalecimento do chamado BRock, o livro destaca a força de outros gêneros, como o samba, impulsionado por nomes como Agepê, Almir Guineto, Beth Carvalho e Luiz Carlos da Vila. Também relembra discos emblemáticos, como o primeiro álbum solo de Cazuza, o disco de estreia da Legião Urbana e o sucesso da trilha sonora da novela “Roque Santeiro”. Marta e Neymar? Sandy e Junior? Filhotes de capivara resgatados e levados para o BioParque do Rio terão nomes escolhidos pelo público A escolha do Méier como palco do encontro também carrega um simbolismo. Albuquerque ressalta que, ao levar o debate para fora do eixo Centro-Zona Sul, o evento reforça a potência cultural de outras regiões da cidade e valoriza espaços de memória como a Belle Époque, que se consolidou como ponto de encontro de diferentes gerações em torno de discos, livros e trocas culturais. — Como já cantou Milton Nascimento, o Brasil não é só litoral… e o Rio é muito mais do que Zona Sul. A vida acontece na cidade toda — diz o organizador. A proposta do livro, segundo Albuquerque, é justamente ampliar o olhar sobre 1985 e mostrar que a produção musical daquele ano foi mais diversa do que costuma se supor e segue aberta a novas interpretações. Initial plugin text