Golpe bancário de mais de R$ 1 milhão leva à prisão de três no Rio

Policiais civis da 15ª DP (Gávea) prenderam em flagrante, nesta terça-feira (17), três homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em fraudes bancárias interestaduais que movimentam valores milionários. A ação ocorreu em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, após investigação baseada em informações de inteligência. Entrega: Polícia prende suspeitos de realizar delivery de drogas 'com alto grau de pureza' na Barra e apreende R$ 300 mil em entorpecentes Em meio a licença psiquiátrica: Guarda municipal de licença é preso após tentar incendiar escola na Praça Seca O caso veio à tona depois que funcionários de uma agência bancária identificaram uma movimentação considerada atípica. No local, os agentes abordaram um homem que realizava operações financeiras e constataram que ele havia recebido R$ 490 mil de uma empresa de São Paulo. Para justificar a transação, o suspeito apresentou um contrato de prestação de serviços que levantou suspeitas. Diante de inconsistências no relato, o homem foi levado para a delegacia. A partir do cruzamento de dados com a Polícia Civil de São Paulo, os investigadores identificaram que a conta utilizada estava ligada a um golpe que causou prejuízo de R$ 1,19 milhão a uma empresa paulista. Segundo as apurações, criminosos se passaram por gestores da conta da vítima e, com acesso a dados sigilosos, enviaram links falsos para “atualização cadastral”, usados para desviar os valores. Com autorização do suspeito, os policiais acessaram o conteúdo do celular dele, o que permitiu mapear a atuação da quadrilha e identificar outros dois integrantes. Um deles apontado como responsável por coordenar as ações no Rio, criando os links fraudulentos, articulando os contatos e providenciando contas para recebimento e dispersão do dinheiro. O outro teria a função de monitorar a retirada dos valores nas agências. A partir dessas informações, os agentes realizaram novas diligências e prenderam os outros dois envolvidos. Com um deles, foi apreendido o contrato apresentado ao banco, que tinha selo de reconhecimento de firma falsificado. A polícia também apurou que, pouco antes da prisão, a dupla esteve na agência e um dos suspeitos chegou a se passar por advogado na tentativa de liberar o montante. De acordo com a investigação, o grupo atuava contra empresas de diferentes estados, o que amplia o alcance do esquema e o volume potencial de prejuízos. As apurações continuam para identificar outros integrantes da quadrilha e dimensionar o total desviado. Os três presos foram autuados em flagrante por associação criminosa, estelionato e falsificação de documento público. Initial plugin text