Leilão de reserva de capacidade contrata 501 MW de termelétricas

A segunda etapa do leilão de reserva de capacidade (LRCap) de 2026 contratou nesta sexta-feira (20) 501,3 megawatts (MW) de potência de usinas termelétricas, para garantir o fornecimento de energia ao país. Desse total, 20 MW virão de usinas movidas a óleo combustível, 383 MW de termelétricas a diesel e 98,4 MW de usinas de biodiesel. Notícias relacionadas: Entidades questionam fontes poluentes no leilão de reserva de energia. Leilão contrata 19 mil MW em leilão histórico para reserva energética. Ibama nega licença prévia para construção de termelétrica em Caçapava. >> Entidades questionam fontes poluentes no leilão de reserva de energia O leilão de reserva de capacidade é realizado para contratar energia e garantir a potência firme e a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). O objetivo é assegurar o suprimento de energia, permitindo que o sistema conte com usinas disponíveis para operar em momentos críticos e de alta demanda, como no início da noite. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Economia de R$ 1,83 bilhão O certame teve início às 10h, na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo, e foi realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela CCEE. Chamado de LRCAP nº 3, o leilão obteve contratações que somam uma economia estimada de R$ 1,83 bilhão, com deságio médio de 50,14% ─ bem acima do obtido com o leilão da última quarta-feira (18). O deságio é o desconto obtido a partir do preço-teto estabelecido pelo leilão, em que venciam as ofertas com valores mais atrativos. Enquanto estiverem em operação, essas usinas de energia vão custar R$ 979 milhões. Três rodadas Segundo a Aneel, 38 projetos se inscreveram para participar do certame desta sexta-feira, reunindo 5.890 megawatts. Entre eles havia 18 de termelétrica a óleo e 20 de térmicas a biodiesel. As três rodadas foram iniciadas às 10h da manhã e terminaram por volta das 13h50. Na primeira rodada, foram contratadas termelétricas a óleo combustível e óleo diesel, para fornecimento por três anos, com início em 1º de agosto de 2026. O preço obtido com o leilão foi de R$ 899,65 mil por megawatt/ano ─ um deságio de 56% em relação ao preço-teto de R$ 1,6 milhão por megawatt/ano. Na segunda rodada, os lances foram para a contratação de termelétricas a óleo combustível e óleo diesel, para fornecimento por três anos, com início em 1º de agosto de 2027. Os contratos firmados tiveram o preço de R$ 860,8 mil por megawatt/ano ─ também abaixo do preço-teto definido pelo leilão, que era de R$ 1,6 milhão. Na terceira e última rodada, a contratação foi de termelétricas a biodiesel, para fornecimento por 10 anos, com início em 1º de agosto de 2030. Nesse caso, o preço obtido foi de R$ 787,15 mil por megawatt/ano, contra R$ 1,75 milhão do preço-teto de que partiu o leilão. Reserva de capacidade Na última quarta-feira, ocorreu o primeiro leilão de contratação de reserva de capacidade na forma de potência do ano (LRCAP nº 02), que contratou potência de usinas hidrelétricas e termelétricas a carvão e gás natural . Este certame negociou oito produtos em sete rodadas de negociações, contratando 100 usinas que disponibilizarão 18,997 gigawatts. Esta negociação movimentou R$ 515,7 bilhões em receita total, registrando um deságio de 5,52%, o que representa uma economia de mais de R$ 33,64 bilhões para os consumidores ao longo destes contratos. O leilão também gerou R$ 64,5 bilhões em investimentos. Somando-se os dois leilões realizados neste ano, que eram os mais esperados do setor de energia, o governo contratou 19,5 GW em potência, a maior parte de combustíveis fósseis.