Meu povo, eu precisei sentar para processar. Eu estava mexendo no telefone, já num humor de perua internacional em modo observação, quando apareceu essa vitória de Ludmilla na Justiça dos Estados Unidos, e eu adorei com a serenidade de quem adora um desfecho com cheiro de revanche bem documentada. Em Miami, a cantora venceu a disputa contra a Central Sonora USA LLC, empresa ligada ao ex-empresário César Figueiredo, e saiu do tribunal com decisão unânime do júri a seu favor. Isso aqui tem uma energia de série cara com orçamento alto e advogado bom, meu amor. Decisão unânime em tribunal de Miami favorece Ludmilla em disputa milionária. A ação girava em torno da tentativa da empresa de arrancar comissões e participações sobre contratos firmados por Ludmilla. Só que, segundo os documentos apresentados no processo, não houve prestação de serviços no período citado, e esse argumento foi rejeitado pelos jurados. Eu acho delicioso quando o papel fala mais alto do que a pose, porque tem muita gente que entra em briga milionária achando que gogó faz milagre em tribunal. Não faz, e Miami deixou isso claríssimo. A coisa fica ainda mais saborosa porque o pedido da Central Sonora passava de R$ 20 milhões. Sim, meus fofoqueiros de elite, era uma cifra de fazer muito camaroteiro engasgar no espumante. E o júri foi além de negar integralmente a pretensão da empresa, reconheceu também que houve violação do contrato de gestão por parte dela. Resultado, Ludmilla ainda teve assegurado o direito de receber indenização pelos danos causados. Eu tive que reler, porque uma virada dessa chega com salto, óculos escuros e segurança na porta. O julgamento durou três dias e a decisão saiu cerca de uma hora depois do encerramento das apresentações das partes. Ludmilla acompanhou o caso de perto durante a estadia em Miami e deixou o tribunal vitoriosa, o que já dá a cena pronta na minha cabeça, blazer impecável, olhar de quem sabe exatamente onde está pisando e um silêncio alheio bem constrangedor do outro lado. A defesa da artista foi conduzida pelos escritórios Vieites, Mizrahi, Rei Advogados, sob liderança de Felipe Rei e Guilherme Montebello, além do DLA Piper, representado por Harout Samra. Traduzindo para o português da fofoca, tinha tropa jurídica de respeito em campo. Ex-empresário de Ludmilla, César Figueiredo Eu gosto dessa história porque ela entrega tudo que uma boa nota precisa, cifra alta, ex-aliança profissional desandada, tribunal americano e uma vitória com cara de resposta formal para quem um dia talvez tenha confundido acesso com posse. Ludmilla saiu maior, mais blindada e com aquele brilho de quem venceu no foro e no roteiro. Se tem famoso surtando, tem Kátia anotando. Se tem famosa vencendo ação milionária em Miami, eu largo até o drink para aplaudir.