Trump descarta um cessar-fogo com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou nesta sexta-feira (20) um acordo de cessar-fogo com o Irã, por considerar que Washington tem vantagem na guerra, que já dura três semanas. "Não quero um cessar-fogo. Você não faz um cessar-fogo quando está literalmente aniquilando o adversário", disse Trump a jornalistas na Casa Branca. O mandatário afirmou que o objetivo dos Estados Unidos, assim como o de Israel, era a "vitória" e acrescentou, referindo-se ao Irã: "Estamos atingido eles com uma força terrível. Não acho que seja possível receber golpes mais fortes". Trump criticou anteriormente, por meio de sua plataforma Truth Social, seus aliados "covardes" da Otan por sua relutância em participar do esforço para liberar a passagem marítima pelo Estreito de Ormuz. "Sem os Estados Unidos, A OTAN É UM TIGRE DE PAPEL. Não quiseram se somar à batalha para deter um Irã dotado de arma nuclear. Agora que a batalha militar está GANHA, com pouquíssimo risco para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que têm que pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz". "COVARDES, VAMOS LEMBRAR DISSO!", acrescentou. "Nenhuma força na Terra pode derrotar os fuzileiros navais americanos nem o Exército dos Estados Unidos", insistiu em um evento anterior com cadetes da Marinha. Nos últimos tempos, o presidente americano tem multiplicado declarações contraditórias sobre a duração potencial do conflito, às vezes prometendo uma saída muito próxima e, em outras ocasiões, estimando que o Exército dos Estados Unidos não tinha pressa em encerrá-lo. Os sinais mais recentes não apontam para uma conclusão rápida. O Exército dos Estados Unidos deverá, de fato, enviar tropas adicionais ao Oriente Médio, pertencentes ao corpo de Fuzileiros Navais, informaram nesta sexta-feira meios de comunicação americanos, o que pode indicar uma possível operação terrestre. Essas informações surgem enquanto, segundo o Axios, o presidente Trump e sua administração consideram tomar o controle da ilha de Kharg, de onde sai cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, com o objetivo de obrigar Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz, missão que poderia ser confiada aos fuzileiros navais. Meios de comunicação americanos já haviam informado na semana passada outro deslocamento para o Oriente Médio de três navios e 2.500 fuzileiros navais, provenientes do Japão. O Exército dos Estados Unidos pode "neutralizar" a ilha de Kharg, um ponto petrolífero estratégico, "a qualquer momento se o presidente Trump der a ordem", assegurou nesta sexta-feira Anna Kelly, porta-voz da Casa Branca, em declaração transmitida à AFP. O jornal The Washington Post informou ainda na quarta-feira que o Pentágono deseja solicitar, por meio da Casa Branca, mais de 200 bilhões de dólares ao Congresso para financiar a guerra no Irã. AFP