Eu já estava no hotel em Milão, quase apagando, com a luz baixa e a paciência dobrada na mesa de cabeceira, quando me ligaram com esse babado vindo de Orlando. E o que chegou aos meus ouvidos foi o seguinte, Marcelo Frisoni, ex de Ana Maria Braga, acabou detido nos Estados Unidos depois de uma confusão pesada envolvendo um relógio de luxo, suspeita de falsificação e relato de agressão. O caso foi exposto no Melhor da Tarde e repercutiu em outros veículos nesta sexta-feira, 20 de março.  Caso agora segue sob investigação na Flórida, Segundo os relatos publicados, a namorada de Frisoni, identificada como Mayara e, em uma das apurações, como Mayara Heydt, levou do Brasil para Orlando um relógio avaliado em cerca de R$ 120 mil a pedido de um amigo do filho dele. Ao receber a peça, o dono disse que percebeu que o item não era original e concluiu que se tratava de uma réplica. Foi aí que a história saiu do campo da entrega mal explicada e entrou no território da polícia.  A partir desse confronto, o proprietário do relógio afirmou que houve agressões físicas e verbais. As reportagens dizem que Frisoni passou a acusar o próprio filho de ter roubado o item, e o episódio terminou com a detenção dele e da namorada em Orlando. Em outra frente do caso, a audiência de custódia foi apontada pelas reportagens como marcada para esta sexta-feira, para decidir se o casal responderia em liberdade mediante fiança.  O pedaço mais indigesto desse enredo apareceu depois, durante as diligências na residência ligada a Frisoni. A polícia encontrou um cofre com diversos relógios falsificados e ferramentas usadas para abrir ou manipular os acessórios, material recolhido para perícia. Também entrou no radar dos investigadores uma divergência no depoimento de Mayara sobre o horário de chegada aos Estados Unidos, porque ela teria dito que desembarcou às 16h, enquanto registros migratórios apontariam entrada às 8h.  No bastidor da fofoca, a história já nasce pronta, porque junta luxo, confusão doméstica, polícia americana e objeto caro que virou bomba de reputação. E como eu estou em Milão, pronta para dormir e já sem vocação para ingenuidade, digo logo, ninguém vai parar numa cela por causa de um mal-entendido elegante. O caso agora segue sob investigação na Flórida, com Frisoni no centro de um rolo daqueles que fazem um Rolex render mais manchete do que muito famoso com assessor e filtro bonito.