A holding J&F, dos empresários e irmãos Joesley e Wesley Batista, transferiu R$ 25,9 milhões para a empresa PHB Holding, que adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, anteriormente ligada ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) . A movimentação financeira foi identificada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que classificou a operação como atípica. O documento aponta que o valor foi transferido em uma única operação ao longo do período entre fevereiro e outubro de 2025, sem detalhar a data exata. Toffoli: movimentações declaradas Poucas semanas depois do início desse intervalo, em 21 de fevereiro, a empresa Maridt — ligada à família de Toffoli — vendeu sua participação no resort Tayayá para a PHB Holding, controlada pelo advogado Paulo Humberto Barbosa, que já prestou serviços à JBS, pertencente ao mesmo grupo empresarial dos irmãos Batista. Apesar da coincidência temporal, os envolvidos negam qualquer conexão entre as operações. Toffoli sustenta que a negociação envolvendo a Maridt foi feita exclusivamente com a PHB Holding e afirma que todas as movimentações foram devidamente declaradas às autoridades. Leia também: “Vergonha na cara” , artigo publicado na Edição 314 da Revista Oeste Paulo Humberto Barbosa, por sua vez, declarou que os valores recebidos da J&F dizem respeito a honorários advocatícios e não têm relação com a compra de participação no resort. A própria J&F reforçou essa versão, afirmando que o pagamento foi destinado a serviços jurídicos e que não possui participação no empreendimento. O caso ganha relevância adicional porque, em dezembro de 2023, Toffoli concedeu decisão liminar que suspendeu o pagamento de uma multa bilionária imposta à J&F em acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal. Posteriormente, a empresa conseguiu reduzir o valor da penalidade na Justiça Federal, decisão que ainda é alvo de contestação. O que diz o Coaf O relatório do Coaf destaca que a transferência à PHB Holding está entre as mais expressivas realizadas pela J&F no período analisado. Soma cerca de R$ 1,3 bilhão em pagamentos a fornecedores. Segundo o órgão, a operação foi enquadrada em critérios técnicos que indicam possível irregularidade, como pagamentos a beneficiários sem relação aparente com a atividade da empresa. O documento, no entanto, não detalha o destino final dos valores nem menciona diretamente o nome de Toffoli ou da empresa Maridt nas movimentações analisadas. + Leia mais notícias de Política na Oeste O post Compra de cotas de resort ligado a Toffoli envolveu os irmãos Batista apareceu primeiro em Revista Oeste .