Elon Musk enganou investidores do Twitter antes de comprar a plataforma em 2022, afirma júri

Elon Musk fraudou investidores do Twitter (agora chamada X) ao difamar a empresa em 2022 na tentativa de comprar a plataforma por um preço mais baixo do que sua oferta original de US$ 44 bilhões, concluiu o júri de um tribunal federal em São Francisco. Segundo os jurados, Musk enganou intencionalmente os acionistas do Twitter ao postar que a rede social tinha contas falsas demais e ao tentar desistir do acordo. O júri calculou o quanto as declarações de Musk fizeram cair o preço das ações da empresa em cada dia de negociação ao longo de um período de cerca de cinco meses. O valor das indenizações que ele deverá pagar aos investidores individuais — que pode totalizar centenas de milhões ou até bilhões de dólares — será determinado em uma data posterior. O veredicto representa uma rara derrota judicial para a pessoa mais rica do mundo, que recebeu o apelido de “Elon Teflon” por seu histórico de vencer batalhas judiciais de alto risco que muitos esperavam que ele perdesse. Ele venceu um julgamento em 2023 sobre alegações de investidores da Tesla de que os havia enganado em um tuíte cinco anos antes, no qual afirmava ter “financiamento garantido” para fechar o capital da montadora. Musk é cofundador da Tesla e seu diretor-executivo. Mas mesmo uma indenização de vários bilhões de dólares não afetaria significativamente o patrimônio de Musk, que era de US$ 661,1 bi na sexta-feira, segundo o índice de bilionários da Bloomberg. Musk não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.