Explosão de bomba caseira deixa 8 feridos na Ilha do Governador O explosivo que deixou oito pessoas feridas na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, nesta sexta-feira (20), é conhecido como “calíca”, um artefato de fabricação caseira que pode causar ferimentos graves mesmo em pequenas quantidades. Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo a Polícia Militar, a bomba estava dentro de uma mochila e detonou quando foi manuseada. O crime foi registrado na 37ª DP (Ilha do Governador), que investiga o caso. Explosão deixa feridos na Ilha do Governador Reprodução A explosão aconteceu na Travessa Costa Carvalho, perto da Base de Fuzileiros Navais, depois que o motorista de um ônibus abriu uma bolsa deixada no ponto final. Ao mexer em um dos objetos, houve a detonação. Ao todo, oito pessoas ficaram feridas, duas em estado grave. As vítimas foram levadas para o Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha, e para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha. O Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi acionado e esteve no local. O que é “calíca”? O termo “calíca” não é técnico e costuma ser usado de forma informal para descrever explosivos improvisados, montados com diferentes materiais e sem qualquer padrão de fabricação. Esse tipo de artefato é considerado instável e pode detonar com impacto, atrito ou calor — o que aumenta o risco tanto para quem manipula quanto para quem está próximo. Granada explode na Ilha do Governador e deixa feridos Como era o artefato que explodiu na Ilha? Segundo informações dos investigadores, o explosivo localizado na Ilha do Governado estava montado com pólvora e materiais comuns, como pedaços de vidro e pregos, acoplados a uma estrutura metálica semelhante a uma pedaleira de bicicleta. Esse tipo de composição é característico de artefatos improvisados, em que diferentes elementos são combinados para potencializar o impacto da explosão. A presença de vidro e objetos metálicos indica que, além da detonação em si, o artefato tinha capacidade de projetar estilhaços, o que aumenta significativamente o risco de ferimentos. Esses fragmentos se espalham com a explosão e podem atingir pessoas ao redor, mesmo a certa distância do ponto inicial. Bomba imprevisível Explosivos improvisados como a chamada “calíca” são considerados especialmente perigosos porque não seguem qualquer padrão técnico de fabricação nem passam por controle de estabilidade. Isso significa que eles podem reagir de forma imprevisível, com risco de detonação mesmo em situações aparentemente simples, como ao serem transportados ou manipulados. Diferentemente de explosivos industriais, que são produzidos com protocolos rigorosos de segurança, artefatos caseiros podem ser sensíveis a impacto, atrito ou variações de temperatura. No caso da Ilha do Governador, a explosão ocorreu no momento em que o objeto foi manuseado, o que reforça esse comportamento instável e o potencial de causar acidentes graves. O que ainda falta saber Até a última atualização desta reportagem, as circunstâncias exatas do caso ainda estavam sendo investigadas pelas autoridades. A Polícia Civil busca esclarecer, por exemplo, de onde veio o explosivo e como ele foi parar no ponto final de ônibus onde ocorreu a detonação. Também não está claro se havia outros artefatos na região ou se o material encontrado era único. Outro ponto que ainda depende de apuração é a motivação para a presença da bomba no local, incluindo a possibilidade de que tenha sido abandonada sem um alvo específico ou se havia alguma intenção por trás do objeto deixado na mochila. A investigação segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas ao longo dos próximos dias.