Não é que os chocolates amargos e meio amargos vão sair de cena. Só ganharão uma nova terminologia a partir do PL 1769/19, que foi aprovado no último dia 17, na Câmara dos Deputados. O Projeto de lei estipula percentuais mínimos de cacau na confecção de chocolates; obriga que a rotulagem seja clara nas embalagens e acaba com o uso da denominação de 'meio amargo' para os produtos feitos com menos cacau. Aprovada no Senado, os amargos e meio amargos passarão a ser chamados de chocolates intensos. " Para nós que não acreditamos na palavra "amargo" ao lado dos chocolates, e que sempre buscamos saber as porcentagens de cacau para nossas receitas, é tempo de celebração", escreveu Joyce Galvão, confeiteira, engenheira de alimentos, escritora e titular do Sobremesah, perfil no instagram onde só trata de confeitaria. É momento de festa por lá. Tabela do Conselho Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil: chocolate ao leite mínimo de 25% de cacau e o puro, a partir de 35% Divulgação A nova lei, que ainda vai ser votada no Senado, determina que Chocolates ao leite contenham o mínimo de 25% de sólidos de cacau e 14% de sólidos de leite: o Intenso, a partir de 35% de cacau; tipo Branco, mínimo de 20% de manteiga de cacau e14% de leite e os Chocolates em pó, que também entraram na roda, um mínimo de 32% de cacau. Estipula que rotulagem seja clara, que ocupe 15% da etiqueta e que estampe o teor de cacau. O "sabor chocolate" sai de cena e entra uma categoria, o de chocolate doce , com mínimo de 25% de cacau. ] " Essa PL pode elevar a cacau brasileiro para um patamar semelhante ao do nosso café", diz Flávia Quaresma. Divulgação / Foto de Filico Para a chef Flávia Quaresma, trata-se de uma passo muito importante. "É uma lei que depende de politicas públicas, instituições e iniciativas do setor, mas que pode elevar o nosso cacau para os mesmo patamar do café brasileiro, que se reposicionou mundialmente. Não será agora a vez do cacau brasileiro?" , indaga