Uma abordagem policial registrada por câmeras corporais e mantida sob sigilo por meses voltou ao centro das atenções nesta sexta-feira (20), ao expor um dos episódios mais delicados da carreira recente de Justin Timberlake. O vídeo de sua prisão por dirigir sob efeito de álcool, ocorrida em junho de 2024, em Nova York, foi divulgado pelo site TMZ após acordo com as autoridades locais. As imagens mostram o cantor, de 45 anos, com dificuldades para realizar testes de sobriedade durante a abordagem. Em um dos trechos, ele afirma que os exercícios são difíceis, enquanto tenta caminhar em linha reta e chega a tropeçar. Em outro momento, justifica o nervosismo dizendo que seu “coração está acelerado”. Timberlake foi algemado após se recusar a fazer o teste do bafômetro. Segundo o registro, ele não resistiu à prisão e foi encaminhado à delegacia. Confira: Defesa alegou exposição indevida No início de março, o artista recorreu à Justiça para impedir a divulgação do vídeo. A defesa argumentou que o material revelaria um momento de “estado agudamente vulnerável”, com exposição de aspectos íntimos, incluindo aparência, comportamento e informações pessoais. Em trecho do processo, os advogados afirmam que o conteúdo poderia divulgar dados de natureza médica, familiar e outras informações confidenciais sem relevância pública. O Departamento de Polícia de Sag Harbor informou que chegou a um acordo com o cantor, permitindo a divulgação de uma versão parcialmente editada das imagens, conforme publicado pelo TMZ. A prisão ocorreu em 17 de junho de 2024, após Timberlake invadir a contramão duas vezes e desrespeitar uma parada obrigatória. Na ocasião, ele se declarou inocente e foi liberado sem pagamento de fiança. Em setembro do mesmo ano, o cantor firmou um acordo com a Justiça americana. Como parte da resolução do caso, ele se comprometeu a participar de uma campanha de conscientização sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool. A acusação foi reduzida a uma infração de trânsito. Timberlake também foi condenado ao pagamento de multa de US$ 500 (cerca de R$ 2.700), à realização de 25 horas de serviço comunitário e à suspensão de sua carteira de motorista por três meses.