Placa do Sporting "sobrevive" à tempestade Kristin e é das poucas coisas que se mantêm intactas no meio de um rasto de destruição

<p>“Quando fica uma coisa que nós estimamos fica intacta, eu considero que tem muito valor”. Nesta casa, na aldeia da Garcia, no distrito de Leiria, quase tudo ficou destruído depois da passagem da depressão Kristin. Uma placa do Sporting, feita à mão, é uma das poucas memórias que restam.</p> <p>Estávamos em reportagem na aldeia da Garcia, no concelho da Marinha Grande, quando encontrámos Arsénio Cruz. Não foram precisos mais de dois dedos de conversa para perceber o cansaço que lhe vai no corpo. Há 13 dias sem luz, Arsénio, de 75 anos, diz que não consegue descansar enquanto não acabar de reparar o telhado, mesmo sabendo o risco que corre de cada vez que sobe o escadote. “Nem que fosse só uma palavra de força, chegar aqui, ajudar &#xa0;ali a pôr uma lona. Era tão simples como isso”, confessa Arsénio. Diz que pouca ajuda chegou à aldeia e que todo o trabalho de reparação do telhado da casa onde vive com a mulher está a ser feito por ele.&#xa0;</p> <p>Convidou-nos a entrar em sua casa e mostrou-nos o que resta da oficina e da arrecadação. No meio do rasto de destruição, a placa do Sporting Clube de Portugal, feita por ele à mão, há meio século, foi uma das poucas coisas que se mantiveram intactas, depois da passagem da tempestade Kristin e uma das poucas memórias que lhe arrancaram um sorriso ao longo da conversa. “Quando fica uma coisa intacta que nós estimamos, eu considero que tem muito valor” diz Arsénio Cruz.</p>