EUA afirma ter destruído instalação iraniana no Estreito de Ormuz

GUERRA — Trump planeja invadir Kharg para reabrir o Estreito de Ormuz, diz Axios. O exército dos Estados Unidos afirmou, neste sábado (21), ter destruído um bunker iraniano no Estreito de Ormuz. Segundo vídeo publicado pelo Comando Militar dos Estados Unidos (CentCom), a instalação estava equipada com armas que “representavam um perigoso risco ao transporte internacional”. A operação ocorreu “no início da semana”, enquanto os iranianos celebravam o fim do Ramadã sem a presença do líder supremo, Mojtaba Khamenei. O almirante Brad Cooper, chefe do CentCom, confirmou que aviões de guerra "destruíram" uma instalação subterrânea na costa do Irã. O local armazenava mísseis de cruzeiro antinavio e lançadores móveis. "Não apenas destruímos a instalação, como também destruímos locais de apoio de inteligência e repetidores de radar de mísseis que eram utilizados para monitorar os movimentos dos navios", declarou Cooper. Segundo o almirante, a ação reduziu a capacidade de Teerã de "ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz e seus arredores". Initial plugin text Crise energética e econômica O Irã mantém o acesso a Ormuz bloqueado em resposta a ataques sofridos em 28 de fevereiro. Por essa rota passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) consumidos no mundo. O conflito gerou um impacto imediato na economia global. O preço do barril de Brent subiu entre 30% e 40% no último mês. Atualmente, o produto é negociado em torno de US$ 105. A pressão nos preços empurrou países, incluindo Japão e França, a manifestarem disposição para ajudar na reabertura do estreito. O comunicado, no entanto, não especifica de que forma os países ajudariam no Estreito de Ormuz, uma via marítima no Oriente Médio por onde circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. O comunicado conjunto ainda elogia a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e diz que "tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção". Estreito de Ormuz, no Irã JH Alvos nucleares sob suspeita A guerra entrou em sua quarta semana com novos focos de tensão. A organização de energia atômica do Irã acusou os EUA e Israel de atacarem a instalação nuclear de Natanz. O local possui centrífugas para enriquecimento de urânio. Não houve registro de "vazamento de materiais radioativos". O exército israelense afirmou que "não está a par" do ocorrido. Por outro lado, a Rússia classificou os ataques como "irresponsáveis" e alertou para riscos de catástrofe regional. Por sua vez, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, fez um apelo pela "moderação militar para evitar qualquer risco de acidente nuclear". Incerteza política e expansão do conflito O cenário político interno do Irã é de instabilidade. O líder supremo Ali Khamenei morreu durante o conflito e foi substituído por seu filho, Mojtaba Khamenei. No entanto, Mojtaba ainda não foi visto em público e se ausentou das orações deste sábado em Teerã, segundo a agência AFP. Enquanto isso, o governo de Israel sinalizou que a intensidade das operações "aumentará consideravelmente". "Não vamos parar até que todos os objetivos da guerra tenham sido alcançados", afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz. O presidente americano, Donald Trump, disse que o país está "prestes a alcançar" seus objetivos, mas descartou um cessar-fogo no momento.