Raul salva o Botafogo, que vence o Bragantino, deixa o Z-4 e alivia pressão sobre Anselmi

O Botafogo reencontrou o caminho das vitórias em momento decisivo. Fora de casa, o time alvinegro bateu o Bragantino por 2 a 1, neste sábado, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, interrompeu uma sequência negativa de quatro partidas e ganhou fôlego na luta para não afundar na parte de baixo da tabela. Mesmo sem jogar bem, a equipe carioca chegou aos seis pontos e fica fora da zona de rebaixamento. Por consequência, alivia a pressão sobre o técnico Martín Anselmi, ameaçado de perder o cargo. Alex Telles, de pênalti, e Barboza, em bola parada, garantiram o triunfo, enquanto Lucas Barbosa marcou para os donos da casa, que por pouco não empataram no fim. O goleiro Raul salvou cabeçada de Isidro Pitta e consagrou um belo jogo. VAR atua nos gols Para escapar da demissão, Anselmi arriscou uma formação mais leve e ofensiva no Botafogo. Danilo ficou isolado na marcação, com Santi Rodrigues, Joaquín Correa e Montoro fechando o setor. Junior Santos ficou mais adiantado, com Matheus Martins aberto. A transição ofensiva era a arma guardada, que logo foi usada. Aos dois minutos, Correa invadiu a área, armou o chute, sentiu o toque de Gabriel e caiu. O juiz mandou seguir, mas o VAR chamou para a conversa. No replay, o detalhe: o joelho de Gabriel interrompendo o gesto do argentino. Pênalti confirmado. Alex Telles caminhou com calma converteu. O Bragantino não piscou e já foi com tudo para cima. A formação do Botafogo seria testada e apresentou brechas pelos lados. Capixaba cruzou da esquerda e Lucas Barbosa apareceu livre na segunda trave. Cabeceou firme — e Raul voou. Pouco depois, o mesmo Lucas, inquieto, tomou a bola pelo meio e soltou uma pancada. Raul, de novo, estava lá para lembrar que o Botafogo ainda tem goleiro. Aos 14 minutos, um escanteio. A bola sobrou viva na área, Mosquera tentou organizar o caos, e Lucas Barbosa — sempre ele — dominou no meio da confusão e enfim venceu Raul, sem ser atrapalhado pela zaga. Empate justo pelo volume, inevitável pelo que o jogo já mostrava: um Botafogo fragilizado defensivamente. A equipe carioca não se encolheu. Montoro apareceu na área e finalizou com capricho, mas a bola encontrou o pé da trave. O Bragantino parecia pronto para virar e tinha bem mais volume. Lucas Barbosa recebeu lançamento, acionou Hurtado, que disparou pela direita e cruzou na medida para Mosquera empurrar sozinho para o gol. Mas a festa foi interrompida. O VAR, novamente, entrou em cena — linha traçada, impedimento marcado. Sorte do Botafogo. A igualdade ao fim do primeiro tempo premiou a dedicação das equipes e ficou barata para o alvinegro. Bola parada e goleiro fazem a diferença Na volta do intervalo, o cenário se manteve. Anselmi precisou trocar Alex Telles por Vitinho em função de lesão. E também tirou Junior Santos, nulo, para dar lugar a Villalba. Em seguida, Allan entrou na vaga de Santi. O empate parecia um bom resultado. Diante da pressão do Bragantino, o Botafogo recuou as linhas e saiu no contra-ataque. Levou algum perigo, mas sofria mais. Em uma das jogadas, Montoro deixou Mateo Ponte na cara do gol, mas sem a perna esquerda boa o lateral cruzou em vez de arriscar no gol e desperdiçou chance clara. Aos 25 minutos, clareou de vez. Danilo cobrou escanteio e Barboza subiu no terceiro andar para acertar linda cabeçada. O Bragantino não se entregou, tentou várias investidas, mas parou em boas intervenções do goleiro Raul. Primeiro, em cabeça da de Isidro Pitta a queima roupa. Depois, quase a mesma jogada, que Gustavo Marques testou para a defesa do goleiro. No fim, o Botafogo teve chance de fazer o terceiro e tranquilizar tudo, mas Correa desperdiçou.