Marina se apresenta no Lollapalooza 2026 Fabio Tito/g1 Figurinha carimbada no Lollapalooza Brasil, Marina (ex-and the Diamonds) fez seu terceiro show no festival brasileiro neste sábado (21). Lolla 2026: Veja fotos do 2º dia Foi um nítido acerto de curadoria. A artista galesa subiu no palco principal à tarde, horas antes de Chappell Roan, e foi recebida por uma multidão alegre e dançante. Marina entrou de conjuntinho florido (é a flor nacional brasileira, segundo ela) entoando "Princess of Power", enquanto a multidão empunhando leques fez a percussão. A artista estava sorridente e, de cara, deu pra ver que a voz e os visuais estavam intactos. Parece que o tempo não passou para ela, no bom e no mau sentidos. Marina é uma espécie de Katy Perry para usuários do Tumblr: teve seu auge no pop alternativo nos anos 2010 mas, desde então, não conseguiu se atualizar muito nem expandir seu público (em 2016, Marina foi headliner do Lolla; hoje, se apresentou à tarde). Mas tem fãs fiéis no Brasil, hoje e sempre. Assim como Katy, aliás, Marina tem feito shows na temática videogame – o telão começa com uma animação de "carregando" e termina em "Game Over". O show deste Lolla privilegiou "Princess of Power", disco atual, com a sonoridade que a consolidou. Tem o canto agudo meio operístico, os sintetizadores, o repertório dançante. Também entraram sucessos mais antigos como "Bubblegum Bitch" e "Froot", que entusiasmaram mais a plateia. Quanto custa comer no Lolla? A única música com arranjo "surpresa" foi "Metallic Stallion", do álbum novo, que ela emendou uma versão de "Hung Up", da Madonna. "Queria saber falar português", disse a artista, que já veio algumas vezes ao Brasil, mas não saiu do "obrigada". Para além do repertório novo e adornos no pedestal, o show teve o formatinho de sempre. Marina não saiu muito da receitinha de bolo pra engajar o bom público presente, mas não precisou. Ela até ousou tirar sucessos da setlist: não rolou "How to be a Heartbreaker" nem "Oh No". O destaque ficou com "Primadonna", penúltima faixa, com gostinho de última. Foi um show divertido, que deixou os fãs animados para a headliner mais tarde. Mas a impressão geral é que, se você já foi a algum show de Marina, já viu o que tinha pra ver. A grande diferença desta vez foi ficar sem alguns hits. Cartela resenha crítica g1 Arte/g1