CSN firma compromisso para empréstimo de até R$ 7,4 bi com sindicato de bancos

O grupo CSN, de siderurgia e mineração, firmou com um sindicato de bancos brasileiros e estrangeiros o compromisso de um empréstimo de até US$ 1,4 bilhão (R$ 7,4 bilhões), antecipando parte dos recursos que espera levantar com o plano de desinvestimentos que anunciou em janeiro, para equacionar dívidas de curto e médio prazo. Raízen: Juros altos, investimentos bilionários e retorno abaixo do esperado; entenda os motivos da crise CSN: Chance zero de pedido de recuperação judicial Com endividamento de R$ 41,2 bilhões no fechamento do ano passado, quando registrou prejuízo de R$ 1,5 bilhão, o grupo da família Steinbruch vem sofrendo pressão para reestruturar a dívida, num contexto em que a manutenção das taxas de juros em níveis elevados por um período prolongado tem criado dificuldades financeiras para as empresas. O plano anunciado em janeiro estima levantar de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões, para abater a dívida. A ideia é vender ativos como a divisão de cimentos e uma fatia do braço de infraestrutura. Aposta: CSN aumenta (ainda mais) sua fatia em startup de gestão de frotas Na época do anúncio, o presidente do Conselho de Administração da CSN, Benjamin Steinbruch, definiu o plano de desinvestimentos como o momento mais relevante para resolver de forma estrutural o problema de endividamento da companhia. — Não temos empresas ruins, mas estamos vivendo um momento da economia com juros estratosféricos e competição de produtos importados, o que compromete o crescimento e os investimentos — disse Steinbruch, segundo registrou o jornal Valor em meados de janeiro. A J&F, controladora da companhia de alimentos JBS, da família Batista, o grupo Votorantim e a chinesa Huaxin teriam demonstrado interesse na divisão de cimentos, informou a agência Bloomberg News ao longo deste mês. Ativos a serem vendidos são garantia Enquanto não concretiza essas vendas, a CSN usará os recursos do empréstimo sindicalizado para “suportar o reperfilamento de dívidas de curto e médio prazos”, diz um comunicado divulgado ao mercado pela companhia neste sábado. O novo empréstimo “deverá ser garantido, em parte, por determinados ativos designados para desinvestimento”, informou a CSN. Segundo o comunicado, o novo empréstimo foi formalizado numa “carta-compromisso” e a “conclusão da operação está sujeita à celebração de documentos de crédito definitivos”, num valor de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,4 bilhões), que pode ser ampliado em US$ 200 milhões. Participam do sindicato os seguintes bancos: Morgan Stanley Citi Credit Agricole BNP Paribas HSBC XP Banco do Brasil Bradesco Quem tomará o empréstimo é a CSN Inova Ventures, o braço de investimentos em startups do grupo. A CSN e a CSN Cimentos entram como garantidoras. O novo empréstimo terá um prazo de cinco anos. Os juros são a taxa SOFR (taxa de referência para operações de curto prazo com garantia nos EUA), em torno de 3,6% ao ano, mais 6% ao ano.