O número de jornalistas contratados com carteira assinada nas redações brasileiras caiu 31% desde 2014. O dado consta em levantamento divulgado pelo portal Poder360. O estudo analisou dados oficiais do mercado de trabalho formal e aponta uma redução significativa no emprego tradicional nas empresas de comunicação. Àquela época, eram 42.605 profissionais da área registrados pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) . No fim de 2025, esse número havia caído para 29.306. Segundo o levantamento, a queda reflete mudanças estruturais no setor jornalístico. Redações passaram por cortes, reestruturações e adaptação ao ambiente digital. + Leia mais notícias da Imprensa em Oeste Empresas de mídia reduziram equipes e ampliaram modelos de contratação mais flexíveis. Em muitos casos, profissionais passaram a atuar como freelancers, prestadores de serviço ou produtores independentes de conteúdo. Redações encolhem e modelo de trabalho muda A retração no número de jornalistas com vínculo formal acompanha transformações no modelo de negócios da imprensa. Nos últimos anos, empresas do setor enfrentaram queda de receitas publicitárias e aumento da concorrência com plataformas digitais. Essas mudanças pressionaram veículos a reduzir custos e reorganizar estruturas internas. Leia mais: “ Folha critica STF e pede prisão domiciliar a Bolsonaro ” O levantamento também indica que parte das atividades jornalísticas migrou para formatos digitais e multiplataforma. Nesse cenário, profissionais passaram a trabalhar em projetos independentes, agências de comunicação e iniciativas próprias. Mercado de trabalho para jornalistas Especialistas avaliam que o setor vive um processo de transformação profunda. Novas tecnologias e mudanças no consumo de notícias alteraram a dinâmica das redações. Ao mesmo tempo, surgiram novas oportunidades fora do modelo tradicional de emprego em empresas de mídia. Plataformas digitais, newsletters e produção de conteúdo independente passaram a ocupar espaço crescente no ecossistema informativo. https://www.youtube.com/shorts/f_WfA0P-tso Apesar disso, a redução de vagas formais nas redações indica um cenário mais competitivo para jornalistas no mercado de trabalho. O levantamento cita que o setor continua em processo de adaptação diante das mudanças tecnológicas e econômicas da indústria da informação. Leia mais: “ Justiça censura reportagem do site Poder360 ” Metodologia Para obter os números, a pesquisa utilizou a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2010 a 2024 e isolou só os vínculos ativos em 31 de dezembro de cada ano registrados formalmente via CLT. Para estimar os dados de 2025, a análise utilizou a movimentação registrada no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para 15 cargos ligados ao jornalismo. O levantamento reuniu informações de três bases oficiais do governo federal. Os dados vieram da Rais entre 2015 e 2024 e do Caged entre 2020 e 2026. Os números apresentados podem apresentar pequenas diferenças em relação aos sistemas do Ministério do Trabalho. As variações decorrem dos filtros utilizados em cada base. https://www.youtube.com/watch?v=NoFqoy4L7Ok Segundo a análise, essas diferenças são mínimas e não alteram o resultado geral do levantamento. O estudo considerou cargos como jornalista, editor, repórter, editor de jornal, editor de revista e diretor de redação. Também entraram na análise funções como repórter fotográfico, revisor de texto, produtor de texto e comentarista de mídias audiovisuais. Leia mais: “ Estadão diz que Moraes ameaça liberdade de imprensa ” Outras categorias analisadas incluem âncora de mídias audiovisuais, repórter de mídias audiovisuais e apresentadores de programas de rádio e televisão. O post Número de jornalistas com carteira assinada cai 31% no Brasil apareceu primeiro em Revista Oeste .