A guerra no Oriente Médio arde. Ao iniciar sua quarta semana de combustão, pode dar a impressão de ter expansão errática, moto próprio e embaralhar nossa percepção de quem é o agressor, quem é o agredido. Em benefício dos fatos concretos, convém eliminar qualquer manipulação ideológica: foram os Estados Unidos e Israel que escolheram atacar o Irã dos aiatolás, ponto. As consequências históricas decorrentes dessa opção deverão ser cobradas de seus respectivos líderes, Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Importa pouco se o ocupante da Casa Branca foi ou não arrastado por “Bibi” para deslanchar a ofensiva — Trump abraçou a aventura com doses iguais de “fúria épica” (nome da operação) e leviandade. A jornalista e historiadora Anne Applebaum acerta quando escreve na revista The Atlantic que o 47º presidente americano simplesmente não sabe pensar — nem estratégica, nem histórica, geográfica ou racionalmente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.