Procuradoria de Paris suspeita que Musk incentivou uso de deepfakes para impulsionar valor do X

A Procuradoria de Paris declarou neste sábado que alertou as autoridades americanas sobre suspeitas de que Elon Musk teria incentivado o uso de deepfakes com conteúdo sexual explícito no X para inflar artificialmente o valor da empresa. Aniversário: Twitter, hoje 'X', completou vinte anos neste sábado; relembre a trajetória e tuítes marcantes Dica de especialista: desligue seu celular 5 minutos por dia e proteja suas informações "A controvérsia em torno dos deepfakes com conteúdo sexual explícito [vídeos gerados por IA] criados pela Grok [IA da X] pode ter sido provocada deliberadamente para aumentar artificialmente o valor da X e da X AI", afirmou a Procuradoria. Isso teria ocorrido em antecipação ao "IPO em junho de 2026 da nova entidade criada pela fusão" entre a SpaceX e a X AI, acrescentou a Procuradoria. A promotoria afirmou que na última terça-feira contatou o Departamento de Justiça dos EUA, bem como advogados franceses da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), órgão regulador do mercado financeiro, para compartilhar suas preocupações. Respondendo em francês a uma reportagem da AFP sobre o caso, Musk chamou os promotores franceses de "retardados mentais". Contatado pela AFP, o advogado da X na França não comentou imediatamente. O Grok possui sua própria conta na rede social X, permitindo que os usuários interajam com ele ou façam perguntas sobre qualquer assunto. Por um tempo, os usuários podiam marcar o bot em publicações para pedir que ele gerasse ou editasse imagens. Isso gerou indignação no início deste ano, quando usuários solicitaram a geração de imagens de mulheres e meninas nuas sem o consentimento delas. Além disso, desde o ano passado, as autoridades francesas investigam o X sob a alegação de que seu algoritmo foi usado para interferir na política francesa. A investigação agora também inclui um inquérito sobre a disseminação, pela ferramenta de IA Grok, de negação do Holocausto e vídeos falsos de natureza sexual. Em fevereiro, as autoridades francesas convocaram Musk para um "interrogatório voluntário" e realizaram buscas nos escritórios locais da X, uma ação que o bilionário classificou como um "ataque político". O Reino Unido e a União Europeia também abriram investigações sobre a criação de deepfakes sexualizados de mulheres e crianças pelo chatbot de IA de Musk, o Grok.