A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo (22) ter atingido um caça F-15 Eagle que sobrevoava a costa sul do país. Segundo comunicado divulgado pelas agências estatais Irna e Tasnim, a aeronave foi detectada nas proximidades da ilha de Ilha de Ormuz, no Estreito de Ormuz, e alvejada por sistemas de defesa aérea terra-ar. De acordo com a nota, o jato foi identificado como “inimigo” antes de ser atingido. “Um caça F-15 inimigo foi alvejado após ser detectado nos céus do sul do país”, informou a Guarda Revolucionária, acrescentando que ainda investiga o destino final da aeronave. Até a última atualização, não havia confirmação sobre queda ou pouso de emergência, nem sobre o país de origem do avião. Imagens divulgadas pelas agências iranianas mostram a silhueta de um jato semelhante ao F-15 travada na mira de sistemas de defesa aérea. Em seguida, um rastro visível indica o momento em que a aeronave teria sido atingida. Nem os Estados Unidos nem Israel, ambos operadores do modelo, se manifestaram. Caça de superioridade aérea e papel no conflito O F-15 é um dos principais caças de superioridade aérea do arsenal norte-americano, projetado para dominar o espaço aéreo em combates diretos. Desenvolvido nos anos 1970, o modelo se tornou conhecido pelo histórico de 104 vitórias e nenhuma derrota em combate. Ao longo das décadas, passou por atualizações que ampliaram sua versatilidade, como a versão Strike Eagle, voltada para ataques ao solo, e o moderno F-15EX Eagle II, com capacidade para transportar até 22 mísseis. O possível ataque ao F-15 ocorre dias após Teerã reivindicar ter forçado um F-35 Lightning II dos Estados Unidos a realizar um pouso de emergência no Oriente Médio, segundo relatos da imprensa internacional. O F-35 é considerado um dos caças mais avançados do mundo, com tecnologia furtiva. A ocorrência se insere no contexto de intensificação do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, que chegou ao 23º dia neste domingo. As partes têm trocado bombardeios diários, enquanto o governo iraniano também amplia ataques com mísseis e drones em resposta à presença militar americana na região. Não há, até o momento, sinais de negociação para cessar-fogo.