EUA destroem instalação militar iraniana no Estreito de Ormuz

A tensão no Oriente Médio aumentou, depois que os Estados Unidos anunciaram, no início da semana, a destruição de uma instalação militar iraniana próxima ao Estreito de Ormuz. A ofensiva coincidiu com celebrações do fim do Ramadã entre iranianos, marcadas pela ausência do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste O almirante Brad Cooper, comandante do CentCom, detalhou que caças norte-americanos atingiram uma estrutura subterrânea usada pelo Irã para armazenar mísseis de cruzeiro antinavio e lançadores móveis. Conforme Cooper, a ação teria reduzido a capacidade iraniana de ameaçar a navegação na região estratégica de Ormuz. Impacto econômico e reações internacionais Em resposta a ataques registrados em 28 de fevereiro, o Irã bloqueia o acesso ao Estreito de Ormuz , por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito consumidos globalmente. O conflito já impulsionou o preço do barril de Brent, que ficou entre 30% e 40% mais caro no último mês, sendo negociado atualmente em torno de US$ 105. Apesar do anúncio dos EUA, o comunicado oficial não detalhou quais medidas concretas seriam adotadas para garantir a segurança no Estreito de Ormuz. O texto destacou a importância de ações como a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos norte-americanos e mencionou a intenção de trabalhar com outros países produtores para ampliar a oferta e estabilizar o mercado energético. Escalada nuclear e instabilidade política https://www.youtube.com/watch?v=gTpGQoHCfHU No cenário do conflito, novas frentes de tensão surgiram depois que a organização iraniana de energia atômica acusou Estados Unidos e Israel de atacarem a instalação nuclear de Natanz, local onde funcionam centrífugas para enriquecimento de urânio. Não houve registro de vazamento radioativo, segundo autoridades iranianas, enquanto Israel declarou desconhecer o episódio e a Rússia chamou os ataques de "irresponsáveis", alertando para riscos de desastre regional. Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, apelou à "moderação militar para evitar qualquer risco de acidente nuclear". Internamente, o Irã enfrenta instabilidade política depois da morte do líder supremo Ali Khamenei, sucedido por seu filho Mojtaba, que não compareceu às orações deste sábado, 21, em Teerã. Simultaneamente, autoridades israelenses indicaram que as operações militares devem se intensificar. "Não vamos parar até que todos os objetivos da guerra tenham sido alcançados", afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz. Leia também: "Irã não é Venezuela: por que é mais difícil derrubar o regime dos aiatolás" O post EUA destroem instalação militar iraniana no Estreito de Ormuz apareceu primeiro em Revista Oeste .