'Hardcore 2.0' do Turnstile conquista público do Lollapalooza com baladas e agitação

Turnstile se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026 Fabio Tito/g1 A primeira vez que a banda Turnstile pisou no Brasil com seu hardcore “made in Baltimore”, EUA, foi em 2016. 10 anos depois, com muito mais elementos adicionados ao repertório que dialoga com o eletrônico e o pop, a nova sensação do rock fez um show de gente grande na noite deste domingo (22) no Lollapalooza Brasil. Lolla 2026: Veja fotos do 3º dia Vencedores do Grammy 2025 na categoria melhor álbum de rock com "NEVER ENOUGH", o quinteto liderado pelo vocalista Brendan Yates entrou no mapa do mainstream com seu trabalho anterior, "GLOW ON". Sim, estamos falando de uma banda de hardcore que dialoga com o mainstream pelo som sofisticado. Quanto custa comer no Lolla? A bateria ligeira e forte de Daniel Fang (que, com certeza, pegou umas dicas com Travis Barker durante a turnê em parceria com o blink-182) é o ponto alto da (ótima) banda. Mesmo estando do ladinho de Nova York, o grupo tem muito mais influência do hardcore nascido do outro lado dos EUA, o californiano. Logo na música de abertura, "NEVER ENOUGH", o público acendeu os primeiros sinalizadores — que se tornaram marca registrada em shows a céu aberto e com mosh-pit. As baladinhas meio pop rock como "I CARE" e "SEEIN' STAR" conduziram bem a plateia na parte mais dançante da apresentação, com o público respirando e cantando bem alto. Aliás, um dos poucos momentos de respiro entre os crowd surfing e copos voadores com líquidos desconhecidos. A parte ruim ficou por conta do setlist. A banda apresentou basicamente músicas dos seus dois últimos álbuns, tirando a chance do público de conhecer um pouco mais de "Nonstop Feeling", que tem boas faixas e uma cara bem underground. Em certo momento, o telão mostrou uma criança negra com um fone abafador de ruído gritando enlouquecidamente. Se esse jovem foi iniciada no hardcore com Turnstile, ele foi apresentado para uma das melhores bandas da sua geração. Turnstile se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026 Fabio Tito/g1 Cartela resenha crítica g1 Arte/g1