O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou a venda em leilão de veículos e motos de luxo apreendidos na Operação Sem Desconto. Entre eles, Porsche, BMW, Lamborghini, Audi e motos Suzuki e BMW. A maior parte desses bens pertence a dois dos principais investigados e que estão presos, Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Maurício Camisotti, além de empresas ligadas a eles. Mendonça, que é relator do processo no STF, autorizou também o uso institucional de outros itens apreendidos na operação. São veículos que não considerados de luxo e podem auxiliar nas atividades da PF. Na decisão, Mendonça afirmou que o leilão de bens apreendidos é uma medida cautelar que pode ser adotada tanto durante o inquérito como durante a ação penal. Ao final do processo, o dinheiro arrecadado no leilão pode ser usado para ressarcir a União pelos prejuízos causados pelos crimes ou pode ser devolvido aos acusados, em caso de absolvição. "O uso e a alienação antecipada de bens destinam-se simultaneamente a preservar o interesse dos cofres da União supostamente lesados na casa dos bilhões de reais por meio dos ilícitos em apuração, quanto resguardar o direito do investigado de preservação do valor patrimonial e econômico do bem, caso venha a ser absolvido", afirmou Mendonça. Deflagrada em abril de 2025, a Operação Sem Desconto investiga descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas a favor de sindicatos e associações, com a participação de empresários, advogados, além de dirigentes do INSS que foram afastados. A investigação abrange fraudes ocorridas principalmente entre 2019 e 2024, totalizando um prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões.