O Ministério dos Transportes de Israel anunciou restrições às operações no aeroporto internacional de Tel Aviv, o maior do país, diante do aumento do volume dos ataques iranianos e da iminência de uma ofensiva terrestre de grande porte no Líbano. Repressão: Irã prende 25 pessoas acusadas de colaboração com Israel, afirma Ministério da Inteligência Após sinal de divergência: Trump diz que EUA e Israel querem 'coisas mais ou menos semelhantes' na guerra com o Irã Em comunicado, Miri Regev, ministra dos Transportes, disse que “à luz das recomendações e a fim de evitar possíveis danos à vida humana, decidi, por enquanto, reduzir o número de decolagens e aterrissagens e o número de passageiros no Aeroporto Ben Gurion”. Segundo ela, aeronaves que deixarem o aeroporto poderão levar, no máximo, 50 passageiros (o limite atual é de 120 pessoas). Não haverá restrições a voos que chegarem a Israel. Serão realizados apenas um pouso e uma decolagem por hora, metade do permitido atualmente “Isso é inconveniente, mas nosso compromisso com a vida humana é nossa prioridade máxima, e é daí que deriva a decisão”, afirmou Regev. “A qualquer momento, de acordo com as recomendações das autoridades de segurança e dos órgãos profissionais, as diretrizes podem mudar.” 'Não houve qualquer aviso antes' : Jornalista diz ter sido alvo de ataque aéreo no Líbano e acusa Israel de tentativa de assassinato Desde o início da guerra de EUA e Israel contra o Irã, no dia 28 de março, nenhuma empresa aérea estrangeira opera no país, e algumas estimam seu retorno a Tel Aviv apenas para junho. Hoje, a prioridade é para voos de repatriação, que levaram cerca de 140 mil israelenses de volta ao país. A Força Aérea dos EUA também usa o aeroporto como base de apoio para ações no Irã. A decisão do governo ocorre em meio a ataques iranianos cada vez mais volumosos e violentos, atingindo cidades, instalações militares e locais estratégicos. No sábado, mísseis provocaram estragos em Dimona, cidade próxima à principal central nuclear israelense, e em Arad, onde dezenas ficaram feridos depois que sistemas de defesa aérea não conseguiram impedir os impactos. Na semana passada, três aeronaves privadas foram danificadas por destroços de mísseis interceptados no espaço aéreo local. Israel também sinaliza que uma operação terrestre de grande porte no Líbano, centrada no grupo Hezbollah, pode começar a qualquer instante — neste domingo, uma ponte usada para ligar o sul ao restante do país foi destruída pelos israelenses, no que foi chamado pelo presidente libanês, Joseph Aoun, de "prenúncio de uma invasão".