Maria da Penha diz que 'não querem criminalizar a misoginia' porque ódio contra mulheres 'gera lucro nas redes sociais'
Jornal O Globo

Maria da Penha diz que 'não querem criminalizar a misoginia' porque ódio contra mulheres 'gera lucro nas redes sociais'

A ativista Maria da Penha, que dá nome à mais importante lei de proteção às mulheres, alertou que a resistência ao projeto que criminaliza discursos misóginos beneficia influenciadores digitais que lucram com o discurso de ódio de gênero. Na última terça-feira, o Senado aprovou por unanimidade o projeto de lei que equipara a misoginia ao racismo. Ele agora vai para a Câmara. Depoimentos: Tenente-coronel agrediu esposa dentro do quartel-general da PM em SP, dizem policiais São Paulo: Alesp acelera projetos de promoção automática para delegados e reajustes salariais em meio a crise das polícias com Tarcísio — Eu comemorei muito a aprovação. A misoginia mata, e os altos índices de feminicídio mostram que precisam ser tomadas novas medidas — disse. Para ela, parte da reação contrária ao projeto se sustenta em desinformação, mas também em interesses diretos de quem se beneficia da circulação desse tipo de conteúdo. — Não podemos acreditar nas falsas informações que estão sendo veiculadas. Muitos querem manter a misoginia sem criminalização porque lucram, já que o ódio contra as mulheres virou um produto vendido nas redes sociais — afirmou. Se aprovado também pela Câmara dos Deputados e sancionado, o projeto passará a prever punições para condutas que manifestem ódio ou aversão às mulheres, ampliando o escopo da legislação brasileira sobre violência de gênero. A lei que leva o nome de Maria da Penha, sancionada em 2006, é considerada um marco no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Ela criou mecanismos de proteção às vítimas e ampliou a responsabilização de agressores, com foco específico nesse tipo de violência.

Go to News Site