Jornal O Globo
Os casos de infecção respiratória grave estão em todos os estados do Brasil, mostra o novo Boletim InfoGripe divulgado nesta sexta-feira. O projeto, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), monitora os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), aqueles que evoluem para hospitalização. Entrou na academia? Saiba quanto tempo demora para a musculação começar a fazer efeito O que diz novo estudo: Repetir refeições pode ser uma estratégia para ajudar a emagrecer? A análise mais recente, referente ao período de 15 a 21 de março, mostra que a alta é impulsionado pelo aumento das internações pelo vírus Influenza, que causa gripe, especialmente nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte. Além disso, há elevação dos casos por rinovírus, que provoca resfriado comum, e pelo vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela bronquiolite infantil. Entre as unidades da federação, 22 estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco – todas à exceção de São Paulo; Paraná; Santa Catarina; Rio Grande do Sul e Pernambuco. Tratamento do câncer: Remédio que custa mais de R$ 20 mil será oferecido pelo SUS com produção brasileira, anuncia ministro da Saúde Ao todo, em 2026, já foram notificados 24.281 casos de SRAG no Brasil, 38,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Desses, nas últimas quatro semanas, 45% foram causados pelo rinovírus; 27,8% pelo Influenza A; 14,6% pelo VSR; 9,1% pelo Sars-CoV-2, que causa a Covid-19, e 1,4% pelo Influenza B, que também causa gripe. Entre os óbitos, 35,9% foram causados pelo Influenza A; 29,1% pelo Sars-CoV-2; 27,2% pelo rinovírus; 5,8% pelo VSR e 2,9% pelo influenza B. Segundo o boletim InfoGripe, os dados por faixa etária mostram que o aumento de SRAG em crianças e adolescentes ocorre principalmente pelo rinovírus, enquanto entre jovens, adultos e idosos a principal causa é o Influenza A. Entre as crianças pequenas, abaixo dos 2 anos, há também contribuição importante do VSR. Entenda o caso: 'Superbactéria' altamente contagiosa transmitida por sexo tem alta de casos no Reino Unido No geral, a incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas, enquanto a mortalidade é maior entre os idosos. Para a pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, o cenário chama atenção para a importância de pessoas de maior risco, como idosos, imunocomprometidos e crianças, tomarem a vacina contra a gripe assim que ela estiver disponível nos postos de saúde. O Brasil vai dar início, neste sábado, à campanha nacional de imunização contra a doença nas regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste, disponibilizando as doses nos postos de saúde. Algumas cidades, como o Rio de Janeiro, anteciparam o início e já oferecem a proteção. Na região Norte, devido ao inverno amazônico, que leva à circulação do vírus mais cedo que nas demais, a vacinação aconteceu em setembro do ano passado. Além disso, Tatiana orienta a pessoas que vivem em regiões com alta de SRAG que considerem o uso de máscaras em locais fechados e com aglomerações, especialmente para os grupos de risco. “Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é fazer isolamento dentro de casa, mas se não for possível, recomendamos sair usando uma boa máscara, como PFF2 ou N95, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”, diz a pesquisadora em nota.
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