Lucro da BCR cresce 9,5% para 356,8 milhões de euros em 2025
Jornal Económico

Lucro da BCR cresce 9,5% para 356,8 milhões de euros em 2025

A Brisa Concessão Rodoviária (BCR) divulgou hoje os seus resultados anuais de 2025, apresentando um desempenho robusto suportado pelo crescimento económico português. O tráfego na rede aumentou, as receitas operacionais superaram os 893 milhões de euros e o lucro líquido atingiu 356,8 milhões de euros, um acréscimo de 9,5% face a 2024. O Tráfego Médio Diário (TMD) atingiu os 25.289 veículos por dia, o que representa um crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior. A circulação total subiu 3,4%, penalizada apenas pelo facto de 2024 ter sido ano bissexto. Os veículos pesados registaram o maior dinamismo (+4,9%), enquanto os ligeiros cresceram 3,6% e continuaram a representar 93,6% do total de tráfego. No capítulo dos investimentos, a BCR aplicou 63,9 milhões de euros em conservação e melhoria da infraestrutura rodoviária, um aumento de 3,4% face a 2024. Destacam-se as grandes reparações de pavimentação nas A1, A2, A3 e A4, reabilitação de viadutos e intervenções em taludes e estruturas de contenção. Desempenho ESG com resultados mistos No plano da segurança rodoviária, a empresa superou as metas anuais definidas para 2025: as vítimas mortais caíram 44% e os feridos graves 16% em relação a 2019 (ano de referência da década). No entanto, face a 2024 – o melhor ano de sempre – registou-se uma deterioração, com as vítimas mortais a subirem de 14 para 18 e os feridos graves de 61 para 86. A BCR mantém o compromisso “Visão Zero” e o objetivo de zero vítimas mortais e feridos graves até 2050. O Net Promoter Score (NPS) do serviço de Assistência Rodoviária atingiu o nível “Excelente”, com 94 em 100 pontos. Nos indicadores laborais, a empresa registou a ausência de acidentes mortais e reduziu 4% o número de acidentes com baixa. No ambiental, as emissões de âmbito 1 e 2 caíram 42% face a 2021, alinhando-se com a meta de redução de 60% até 2030. Na governação, o conselho de administração mantém 33,3% de mulheres e 25% de administradores independentes. A percentagem de mulheres em cargos de liderança subiu para 35% (+2 p.p.), com o objetivo de atingir 39% até 2029. Resultados financeiros em alta Os rendimentos operacionais (excluindo reversões e provisões) cresceram 5,9% para 893,3 milhões de euros, impulsionados pelas receitas de portagem (853,6 milhões, +5,8%) e pelas áreas de serviço (32,6 milhões, +6,5%). Os gastos operacionais aumentaram apenas 3,7%, para 159,1 milhões de euros, refletindo o controlo rigoroso de custos. O EBITDA subiu 6,4% para 734,2 milhões de euros e o EBIT avançou 8,1% para 566,4 milhões de euros. O indicador de geração de caixa (EBITDA-CAPEX) atingiu 670,3 milhões de euros. O resultado financeiro melhorou em 4,5 milhões de euros, fixando-se em -46,7 milhões, beneficiando do reembolso de um empréstimo obrigacionista de 300 milhões de euros. O resultado líquido ascendeu a 356,8 milhões de euros, mais 9,5% do que em 2024. Posição financeira sólida A dívida bruta nominal situou-se em 1.145 milhões de euros (redução de 239 milhões face a 2024). A dívida líquida caiu 11,6% para 1.006 milhões de euros. A liquidez disponível era de 139 milhões de euros no final do ano. Cerca de 62% da dívida está a taxa fixa e o custo médio ponderado subiu ligeiramente para 3,0%. Os rácios de covenants financeiros estão confortavelmente cumpridos (Dívida Líquida/EBITDA em 1,37x, muito abaixo do limite de 3,50x). A Moody’s atribui rating “A2” (Perspetiva Estável) e a Fitch “A” (Perspetiva Estável). As demonstrações financeiras de 2025 foram elaboradas de acordo com as IFRS e ainda não foram auditadas. A BCR reforça assim a sua posição como uma das concessões rodoviárias mais sólidas e sustentáveis do país, continuando a investir na segurança, na qualidade de serviço e na descarbonização da rede.25,6sEspecialista

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