Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição
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Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição

O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou países que fazem da destruição promovida nas guerras oportunidades para a obtenção de lucros. O chanceler brasileiro encontra-se na França, onde participou como convidado da reunião entre ministros no G7 – grupo formado pelas sete maiores economias do planeta. Em entrevista nesta sexta-feira (27) ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional , Vieira defendeu, como forma de evitar situações como a atual, em que conflitos locais tenham efeitos negativos globais, a "construção e preservação de mecanismos e cooperação e convivência entre os países”. Notícias relacionadas: Israel lança nova onda de ataques antes de negociações de paz na ONU. ONU pede responsabilidade aos EUA pelo ataque a escola no Irã. Trump suspende ataques às usinas de energia do Irã até 6 de abril. O chanceler argumentou que os conflitos de hoje são diferentes daqueles ocorridos durante as grandes guerras mundiais. “Elas [as guerras atuais] se fracionam e se manifestam em várias formas e modelos diferentes, como vimos em Gaza, na Cisjordânia e na Ucrânia”, disse o ministro. Lucros com a guerra Nesse cenário, acrescentou, “há países que querem aproveitar a destruição para obter lucros financeiros”, o que, segundo ele, causou grave impacto na economia mundial globalizada. A posição brasileira com relação a esses conflitos já é bastante conhecida: construir e preservar mecanismos de cooperação e convivência entre os países, bem como preparar mecanismos que promovam o entendimento e a prevenção dos conflitos. “Este é também um dos papéis importantes que as Nações Unidas têm entre seus encargos, assim como os de manter a paz e a segurança internacional”, acrescentou. Mauro Vieira reiterou que o Brasil procura se manter em uma posição de equidistância, propondo negociações, na busca por uma razão que leve as partes a saírem da guerra . E, dessa forma, “salvar as vidas de civis e militares; e as infraestruturas econômicas que estão sendo destruídas na região”.

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