Jornal O Globo
Quatro estudantes brasileiros, todos do Rio de Janeiro, participaram pela primeira vez de uma simulação acadêmica da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada na Sorbonne Université, em Paris. O encontro reuniu jovens de diferentes países para debater temas globais em inglês, em um modelo que reproduz o funcionamento dos comitês da ONU. Ilhas da Barra se reúnem em polo gastronômico: buscam melhorias estruturais e fomentar turismo Bairro de Jacarepaguá cria sua própria câmara comunitária; o foco é em segurança e mobilidade Entre os participantes estava Alessandro Mannarino, de 17 anos, aluno do 2º ano do ensino médio da Rio International School (RIS), na Barra da Tijuca. O estudante integrou o comitê do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), voltado para discussões sobre crise climática e degradação ambiental. Ao final do evento, dois delegados, entre os 300 participantes do comitê, receberam menção honrosa por destaque nos debates, ambos brasileiros. Um deles foi Alessandro. A outra premiada estuda na British School. Aluno da Rio International School recebe menção honrosa pelo desempenho nos debates Arquivo pessoal/Alessandro Presta — Somente dois delegados ganham a menção honrosa, os que se destacam nos debates, participam ativamente e apresentam propostas com qualidade. Como a simulação exige cooperação, também reconhece quem consegue construir diálogo. Foi realmente surpreendente — conta o estudante. A seleção para participar da simulação, realizada este mês, ocorreu bem antes do evento, por meio de um processo internacional que incluiu envio de currículo e uma redação sobre experiências anteriores em simulações diplomáticas. — Quatro meses antes eu enviei uma redação sobre as simulações que já tinha feito. Quando recebi a aprovação, fiquei muito surpreso. Foi algo incrível de ter feito, não só representando minha escola, mas o Brasil inteiro — diz Alessandro. Durante os quatro dias de atividades em Paris, os participantes representaram países em negociações simuladas. Alessandro atuou como delegado do Canadá no comitê ambiental. — A gente estava representando o Canadá, então tivemos que estudar as políticas do país e defender as ações que ele desenvolve para combater a degradação ambiental — explica. Estudante brasileiro se destaca em simulação da ONU na Sorbonne Arquivo pessoal/Alessandro Presta Segundo o estudante, a experiência também reforça a importância da presença de jovens brasileiros em espaços acadêmicos internacionais: — Acho muito importante os jovens brasileiros ocuparem esses espaços. Isso mostra para universidades do exterior que somos capazes de chegar onde quisermos. Dentro da Rio International School, Alessandro criou um clube de simulações da ONU para incentivar outros estudantes a participarem da atividade. — Os alunos mais novos ainda não têm experiência, então faço questão de ajudar um por um. A ideia é fortalecer o grupo e até organizar simulações com outras escolas que também têm projetos na área — conta. Professor de história da escola, Jhan Lima afirma que a participação do aluno em eventos internacionais reflete o engajamento desenvolvido nas atividades acadêmicas. — Alessandro sempre demonstrou um engajamento notável nas simulações da ONU. Sua dedicação e entusiasmo ajudam a criar um ambiente colaborativo dentro do grupo — diz. Os três outros brasileiros que participaram da simulação, além do estudante da RIS, são alunos da British School. A reportagem tentou contato com os participantes da escola, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. Interessado em seguir carreira diplomática, Alessandro pretende cursar Relações Internacionais no exterior e já se prepara para novos desafios acadêmicos. — A simulação envolve geopolítica, história e atualidades. Você desenvolve conhecimento geral e aprende a se expressar melhor. É uma preparação para quem quer trabalhar com diplomacia — afirma. Initial plugin text
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