Jornal O Globo
O nascimento de gorilas-das-montanhas gêmeos no Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo (RDC), foi registrado no Parque Nacional de Virunga. Esse caso é extremamente raro na espécie, que é ameaçada de extinção, representando menos de 1% dos nascimentos. O que é ainda mais surpreendente é essa ser a segunda descoberta de filhotes gêmeos em apenas dois meses. Veja vídeo: Autoridades mobilizam força-tarefa de escavadeiras para resgatar baleia-jubarte encalhada na Alemanha Entenda: Pinguins entram no cardápio, e população de pumas cresce na Argentina Neste caso mais recente, os filhotes são um macho e uma fêmea. Eles foram avistados na família Baraka, um grupo de 19 gorilas-das-montanhas que vive nas florestas tropicais de alta altitude da região, segundo o The Guardian. Essa subespécie de gorila, encontrada em apenas dois bolsões isolados do maciço de Virunga e do Parque Nacional Impenetrável de Bwindi, no sudoeste de Uganda, divisa com o Congo. Initial plugin text Os gorilas-das-montanhas enfrentam alta taxa de mortalidade infantil, por isso, os novos gêmeos estão sob monitoramento adicional dos guardas do parque nacional congolês. Casos de gêmeos são raros, e ocorrem quando a fêmea está em condições físicas particularmente boas. “Dois casos de nascimento de gêmeos em três meses é um evento extraordinário e fornece mais um indicador vital de que os esforços dedicados à conservação, que continuaram apesar da atual instabilidade no leste do Congo, continuam a apoiar o crescimento da população de gorilas-das-montanhas ameaçada de extinção dentro do Parque Nacional de Virunga”, disse Jacques Katutu, chefe do monitoramento de gorilas em Virunga, em comunicado sobre o novo registro. Initial plugin text Os gorilas-das-montanhas têm conseguido aumentar sua população após intenso trabalho de conservação. Na década de 1970, estimava-se cerca de 250 indivíduos, número que ultrapassou 1 mil animais em levantamento em 2018. Com essa aumento, as autoridades de conservação rebaixaram, o status da subespécie de "criticamente em perigo" para "em perigo", lembra o The Guardian.
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