Revista Oeste
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta sexta-feira, 27, uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe a ligação dos psicólogos com práticas religiosas. Partidos alegam que norma fere liberdade religiosa. Os ministros analisam o caso em plenário virtual, em duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade, 7.426 e 7.462, que tratam do tema. + Leia mais notícias de Política em Oeste Na resolução, o CFP estabelece que é proibido "utilizar o título de psicóloga ou psicólogo associado a vertentes religiosas". Em outro trecho, veda "associar conceitos, métodos e técnicas da ciência psicológica a crenças religiosas". O Partido Novo, o Partido Democrático Trabalhista e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião questionaram a norma no STF. Leia também: "Moraes limita uso de relatórios de inteligência do Coaf" Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou contra o prosseguimento das ações e validando a norma do Conselho Federal de Psicologia. O julgamento deve ser encerrado até o dia 8 de abril. https://www.youtube.com/watch?v=mQhZGu4c4_0&t=62s Moraes reconhece norma do Conselho de Psicologia No voto, o relator defende que a laicidade do Estado protege tanto a liberdade de crença quanto a autonomia da ciência, impedindo o proselitismo no ambiente clínico. Segundo o ministro do STF, embora o profissional possa acolher a espiritualidade do paciente, ele deve manter o rigor metodológico e evitar a imposição de suas convicções pessoais. No julgamento, o ministro votou pela constitucionalidade das regras, entendendo que elas preservam a ética e a diversidade democrática. Leia também: "PT quer que STF conceda prisão domiciliar a doentes e idosos" O post STF julga norma do Conselho de Psicologia que proíbe ligação com religião apareceu primeiro em Revista Oeste .
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